Empresas começam a oferecer banda larga popular

Net inicia vendas de pacotes nesta quarta-feira.; Telefônica planeja começar em janeiro

Natalia Gómez, da Agência Estado,

22 de dezembro de 2009 | 13h36

A partir desta quarta-feira, 23, consumidores poderão adquirir pacotes de banda larga popular. A Net Serviços começará a vender banda larga popular no Estado de São Paulo a partir de quarta-feira, dia 23, nos 48 municípios paulistas onde a empresa já oferece o serviço de banda larga. A Telefônica deve lançar serviço em janeiro, segundo o secretário da Fazenda do Estado de São Paulo, Mauro Ricardo Costa.

 

No caso dos novos pacotes da Net, a mensalidade da banda larga popular é de R$ 29,80 e inclui modem e provedor de acesso gratuito. Este era o valor máximo fixado pelo Programa Banda Larga Popular, criado pelo governo do Estado, que oferece isenção de ICMS a serviços que atendam às exigências do programa. A banda larga a ser oferecida terá velocidade de 200 Kbps, mínimo também estipulado pelo programa. O preço de R$ 29,80 será fixo por 18 meses, mas a companhia poderá reajustar preços a partir de então. Não será necessário ao consumidor comprovar baixa renda para comprar o produto.

 

A Net oferecerá o produto individualmente ou em uma versão combinada com telefone fixo e TV a cabo, por R$ 39,90 ao mês.

 

A Telefônica foi a primeira a aderir ao Programa Banda Larga Popular do governo de São Paulo, lançado em 15 de outubro, mas até o momento não iniciou as vendas. "A Telefônica entendeu que poderia ofertar o produto popular só para quem já era seu cliente, mas este não é o entendimento do Estado", disse o secretário em coletiva de imprensa realizada há pouco para anunciar a adesão da Net ao programa.

 

Segundo Costa, a Telefônica atualmente está estruturando uma modalidade para atender usuários que não sejam seus clientes atualmente. Questionado se outras empresas já planejam aderir ao programa, o secretário afirmou que apenas a Net e a Telefônica tem planos neste sentido até o momento.

 

O Programa Banda Larga Popular reduz de 25% para zero a alíquota de ICMS incidente sobre o serviço. O secretário destacou que a carga dos tributos federais como o PIS e o Cofins ainda incide sobre o serviço. "É preciso uma desoneração por parte do governo federal", afirmou. Em São Paulo, existem atualmente 2,5 milhões de pessoas sem acesso à banda larga, sendo 1,8 milhão com acesso discado e 700 mil sem nenhuma conexão.

 

Usuários

 

O público-alvo da Net Serviços com a banda larga popular é de 1,5 milhão de usuários, segundo o presidente da companhia, José Antônio Félix. De acordo com ele, este é o número de pessoas sem acesso à internet ou com acesso discado nas cidades atendidas pela empresa no Estado de São Paulo atualmente. O mercado potencial total do Programa Banda Larga Popular em todo o Estado é de 2,5 milhões de usuários, mas a Net está presente com banda larga em apenas 48 municípios de São Paulo.

 

O executivo afirmou, em coletiva de imprensa, que a Net fez questão de aderir ao programa do governo porque atualmente a empresa é voltada para a classe A. Em sua opinião, não há risco de canibalização dos outros produtos da companhia porque a intenção do programa é conquistar novos usuários. "Já convivemos hoje com pacotes de menor velocidade", disse.

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