Empresas começam a sentir efeitos da crise

A crise econômica do País já começou a se refletir sobre a saúde financeira das empresas. A conclusão é da Associação Comercial de São Paulo, que registrou um aumento de 68,6% no número de falências requeridas na primeira quinzena de outubro em relação ao mesmo período do ano passado e de 18,2% sobre setembro. Para a entidade, as pequenas empresas são as mais prejudicadas pelas dificuldades de crédito, juros altos e retração do consumo.Os números da primeira quinzena confirmam a tendência de alta desse indicador. De janeiro a setembro deste ano, os pedidos de falência na capital subiram 22%, o que resultou no crescimento de 12% no número de falências decretadas no mesmo período. Para as pessoas físicas, entretanto, a situação é um pouco melhor. O número de cancelamento de pendências do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) vem superando o número de novos registros. Na primeira quinzena, houve um aumento de 56% dos cancelamentos de débitos contra uma elevação de 41,5% nos novos registros em relação ao mesmo período do ano passado.A redução da inadimplência é atribuída aos recursos extras que estão entrando na economia, como a correção do FGTS e o adiantamento do 13º salário, que acabam sendo usados para quitar dívidas.

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