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Empresas cortam mais 9 mil vagas no mundo

Companhias como a Lonmin, de mineração, e Nokia e Vodafone, de telecomunicações, vão demitir

AGÊNCIAS INTERNACIONAIS, O Estadao de S.Paulo

25 de fevereiro de 2009 | 00h00

Empresas grandes de diversos setores anunciaram cortes de pessoal ontem, chegando a um total de 9 mil demitidos em todo o mundo. A mineradora britânica Lonmin, a terceira maior produtora de platina do mundo, atrás da Angloplat e da Implats, anunciou a maior redução: firmou acordo com os sindicatos para demitir até 5.500 trabalhadores na África do Sul, numa tentativa de contornar perdas com queda no preço da platina. O Produto Interno Bruto (PIB) do país já havia encolhido no quarto trimestre de 2008, pela primeira vez em uma década. Os cortes da Lonmin, que emprega cerca de 30 mil pessoas, foram mais um pesado golpe.A gigante finlandesa Nokia, a maior fabricante de telefones celulares do mundo, também anunciou ontem um programa de demissão voluntária. A proposta estará disponível para empregados da companhia no mundo todo a partir de 1º de março para englobar mil funcionários, e deve encerrar em 31 de maio.O programa também inclui maior uso de férias não remuneradas e licenças para ano sabático. Os termos dos planos estão sujeitos às leis e práticas locais. Ontem, as ações da Nokia caíram 2,6% em Londres. Outra empresa de telefonia celular, a Vodafone, informou que vai cortar 500 vagas de trabalho no Reino Unido, como parte de um programa de corte de gastos anunciado em novembro. A empresa já havia anunciado 150 demissões na Irlanda e vai cortar vagas em todos os países em que atua. Ainda assim, a Vodafone informou que pretende abrir 50 lojas neste ano. O grupo emprega 80 mil pessoas. As companhias telefônicas têm tido desempenho melhor que outros setores no meio da crise global, mas ainda enfrentam crescimento baixo ou zero nos mercados desenvolvidos. A Telefónica, no entanto, disse que não planeja cortes de empregos no Reino Unido. TECNOLOGIAA indústria de tecnologia também foi afetada. A fabricante americana de semicondutores Micron Technology anunciou ontem a redução de 2 mil postos de trabalho neste ano nas unidades de fabricação de memórias para computador, para compensar a queda da demanda.A empresa continuará produzindo memórias e outros itens na fábrica em Boise (no estado de Idaho) e fez questão de destacar, em comunicado, que vai manter cerca de 5 mil empregados na região. Os 2 mil postos suprimidos não estão incluídos no plano de reestruturação anunciado pela empresa no ano passado, que previa a redução, em dois anos, de 15% dos 23,5 mil funcionários do grupo.Concorrente da Micron, a Flash Spansion - filial da Advanced Micro Devices (AMD) e da japonesa Fujitsu - anunciou a redução de 35% de seus funcionários no mundo.

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