Empresas criam novos botijões de gás

A alta dos preços do gás de botijão e as mudanças no hábito de consumo dos brasileiros levaram distribuidoras de gás liqüefeito de petróleo (GLP) a criar novos formatos do produto para atender o consumidor.De 5 e de 8 quilosA Fogás, distribuidora que opera na região Norte, lançou no mês passado o botijão de oito quilos, voltado para pessoas que consomem menos do que os tradicionais 13 quilos e estão com o orçamento apertado.A Minasgás realizou, em Recife, testes para colocar no mercado um botijão de cinco quilos. ?Uma parcela da população está, cada vez mais, comendo fora e não quer pagar o preço do botijão tradicional, pois não tem o consumo médio de 13 quilos por mês?, avalia o diretor-superintendente da Fogás, Jonathan Benchimol.A empresa vende o botijão de oito quilos por R$ 16, enquanto o de 13 quilos é vendido por um preço médio de R$ 22,50. O consumidor, portanto, paga R$ 0,30 a mais por quilo ao comprar o botijão menor. Mesmo assim, Benchimol garante que a aceitação ao novo produto tem sido boa. ?Já trocamos cerca de 15% dos botijões?, calcula.Troca gratuitaA empresa está fazendo a troca gratuita entre os dois tipos de botijão. ?Quem tiver um de treze quilos, pode trocar pelo de oito quilos sem pagar nada e vice-versa?, explicou. Assim, conclui, há um estímulo para o consumidor que quiser o novo produto.A troca de botijões foi o principal problema enfrentado pela Minasgás nos testes do botijão de cinco quilos em Recife, disse o presidente da companhia, Lauro Cotta. ?As pessoas não queriam pagar por um novo botijão. A demanda, então, foi menor do que a expectativa?, disse o executivo. Por isso, o projeto está suspenso por enquanto.Novo perfilCotta, porém, acredita na necessidade do lançamento de novos produtos, acessíveis ao novo perfil do consumidor. ?O setor está passando por um período de transição?, avalia. Na sua opinião, botijões menores contemplam uma mudança nos hábitos de consumo e conferem maior maleabilidade ao transporte do produto, além de terem preços mais acessíveis.Benchimol, da Fogás, também acredita que a facilidade no manuseio do vasilhame de oito quilos atrai o consumidor. ?É mais leve, mais fácil de carregar?, afirma. A empresa desenhou um modelo próprio de botijão, adaptável às instalações de quem tem botijões de 13 quilos, que são produzidos pela Mangels, em Minas Gerais.Ao todo, a empresa investiu R$ 4,5 milhões no projeto, com a compra dos novos vasilhames e adaptação de suas instalações para encher os novos botijões.

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