Empresas culpam impostos pela alta da inflação, diz FGV

O coordenador de análises econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros, disse que ?não esperava IGP-DI acima de 1%? em fevereiro. Segundo ele, a alta de 1,08% ocorreu porque ?o IPA (preço no atacado) está mostrando aceleração bastante abrangente?. Quadros atribuiu a alta aos reajustes dos produtos agrícolas no mercado internacional e ao aumento de impostos. ?Várias empresas estão nos informando que parte dos aumentos se justificam por incidência de impostos?, disse. Ele afirmou que não é possível saber se essa justificativa seria uma oportunidade disfarçada para recomposição das margens de lucro. Quadros destacou que uma das alegações do Copom para a manutenção dos juros - os reajustes no atacado nos produtos industriais - ?é um problema que não só cresceu, como ficou mais forte?. A principal pressão de alta no atacado foi o óleo de soja refinado, que passou de -0,75% em janeiro para 13,57% em fevereiro. Houve reajustes também em produtos alimentares industrializados (2,66%), celulose (3,18%), além de produtos importantes para a cadeia produtiva de produtores de eletrodomésticos e materiais de construção, como o minério de cobre (10,75%) e fios e cabos de cobre isolados (12,83%).

Agencia Estado,

09 Março 2004 | 17h57

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