Empresas da AL estão em rota de recuperação, diz Fitch

A agência de classificação de risco Fitch Ratings acredita que as corporações latino-americanas estão numa "longa trajetória de recuperação" após sofrerem dificuldades durante os últimos anos. "Após atingirem o piso no início de 2003, as taxas de inadimplência das corporações latino-americanas têm melhorado dramaticamente, sustentando a reviravolta em seus fundamentos de crédito", disse o analista Dainel Kastholm, autor de um relatório da Fitch sobre o tema. Segundo Kastholm, os calotes de bônus internacionais corporativos caíram 73% em 2003, somando US$ 3,1 bilhão, antes os US$ 12,1 bilhões registrados no ano anterior. Apenas nove emissores corporativos da região entraram em default no ano passado. Em 2002, foram 37, a maioria na Argentina. Cerca de 60% dos defaults corporativos da região no ano passado ocorreram no México, apesar de o país contar com a classificação de ´investment grade´. Não houve defaults entre as corporações latino-americanas em 2004 até agora. A Fitch observou que a melhora do sentimentos dos mercados e a queda dos spreads resultaram numa substancial alta nos volumes de emissões corporativas internacionais em 2003, que somaram US$ 14,5 bilhões. Essa atividade foi mais forte no segundo semestre do ano passado, embora os volumes das captações tenha permanecido bem abaixo da média registrada no final da década de 90. As empresas brasileiras foram particularmente muito ativas na captação externa nesse período. Segundo a agência, diante do cenário de aperto monetário nos Estados Unidos, surgiram recentemente sinais de que o ritmo das emissões corporativas latino-americanas começou a desacelerar. A Fitch prevê que o volume de emissões em 2004 deverá ser similar ao do ano passado. "As perspectivas de juros mais elevados parecem ter desacelerado as emissões e assim o volume no segundo semestre poderá ser menor", disse Kastholm. "Diante da atividade robusta dos últimos doze meses, as empresas pareceram agora melhor posicionadas em termos de capitalização da dívida, cronogramas de amortização e taxas de juros, resultando na estabilização da qualidade do crédito e dos ratings."

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