Empresas da Pirelli fecharão capital

As empresas da Pirelli irão engrossar a lista de fechamentos de capital este ano. O grupo italiano informou que o cancelamento dos registros das companhias de cabos e pneus será aprovado até a próxima sexta-feira. O anúncio ocorreu juntamente com um pedido de suspensão dos negócios com ações das empresas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).Para o analista Paschoal Paione, da Fator Doria Atherino Corretora, a notícia não surpreendeu. "Como as empresas têm um baixo nível de abertura de informações, o mercado já esperava essa decisão", explicou. A opinião é compartilhada pelo chefe de análise da Coinvalores Corretora, Marco Aurélio Barbosa. Ele lembrou que a exposição das empresas à concorrência, uma vez que eram as únicas do País com capital aberto nos setores de cabos e pneus, também reforçava as expectativas de fechamento de capital. Embora o valor da oferta pública de compra de ações ainda não esteja definido, o analista da Fator recomenda aos acionistas da Pirelli Cabos e Pirelli Pneus que vendam seus papéis. Ele lembrou que as ações estão sendo negociadas no mercado a um preço acima do valor patrimonial, que consiste na divisão do patrimônio líquido pelo número de papéis. Pirelli pagará ágio para recolher ações do mercadoO valor médio das ações preferenciais da Pirelli Cabos, nos últimos trinta dias anteriores a 28 de julho, é de R$ 2,78 a unidade, segundo a Economática. O resultado supera em 60% o valor patrimonial de 31 de julho - data do último balanço - de R$ 1,74 por ação. No caso de Pirelli Pneus, a média de 30 dias representa R$ 5,66 por ação, exatamente o dobro do valor patrimonial, pelo mesmo critério. Barbosa, da Coinvalores, acredita que o grupo Pirelli pagará um ágio expressivo para recolher as ações do mercado. Segundo ele, o preço justo para os papéis da empresa de pneus é de R$ 6,70 por ação, o que representaria um prêmio de 15% sobre o preço de fechamento de 25 de julho, data do último negócio. Ele não arriscou previsões para a Pirelli Cabos. O fechamento de capital das empresas ainda será discutido em assembléia de acionistas. Quando o processo chegar à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), subirá para 21 o número de cancelamentos de registro em análise pela autarquia. Foram 32 cancelamentos contra 16 aberturas de capital, até junho.

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