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Empresas de capital aberto no Brasil investem 10,5% mais em inovação

Apesar disso, número de empresas brasileiras no ranking permaneceu inalterado com cinco grupos

Aline Bronzati, da Agência Estado,

24 de outubro de 2011 | 12h44

SÃO PAULO - As empresas de capital aberto no Brasil seguiram o ritmo global e aumentaram em 10,5% o investimento em pesquisa e desenvolvimento (P&D) no ano passado. O montante destinado passou de US$ 1,9 bilhão em 2009 para US$ 2,1 bilhões em 2010, segundo o estudo anual "Global Innovation 1000 de 2011" divulgado hoje pela consultoria global Booz & Company.

Apesar de investirem mais, o número de empresas brasileiras citadas no ranking de gastos com inovação permaneceu inalterado com cinco grupos: CPFL Energia, Embraer, Petrobrás, Totvs e Vale. A maioria delas aumentou a fatia de investimentos em P&D no ano passado. A única que fez o caminho inverso foi a Vale, que cortou recursos para esta finalidade - passaram de US$ 1,115 bilhão para US$ 891 milhões em 2010.

No âmbito global, as mil empresas de capital aberto que mais investiram em pesquisa e desenvolvimento em 2010 elevaram os investimentos em P&D em 9,3%, totalizando uma cifra de US$ 550 bilhões. Trata-se de "uma forte recuperação com relação ao declínio de 3,5% de 2009 - o que marca um retorno à trajetória de crescimento no longo prazo dos gastos com inovação", destaca a pesquisa da Booz & Company.

Das organizações acompanhadas pela consultoria no mundo inteiro, 68% elevaram os seus gastos com P&D em 2010. O destaque ficou para os setores de informática e eletrônicos, saúde e automotivo, que juntos responderam por mais de três quartos (77%), ou US$ 36,1 bilhões, de uma expansão de US$ 46,8 bilhões.

Os segmentos que apresentaram o maior porcentual de crescimento em P&D foram software e internet (11%), saúde (9,1%) e insumos (8,5%). Novamente a Apple foi citada como a empresa que mais investe em inovação pelos 600 executivos consultados pela Booz & Company.

Google e 3M ocuparam o segundo e terceiro postos, nesta ordem. Além destas, o Facebook também foi bastante lembrado pelos executivos, entrando na décima colocação. 

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