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Empresas de celulose, educação e varejo podem ter bons resultados

Com a proximidade do fim do mês, as atenções se voltam para os resultados do terceiro trimestre a serem divulgados pelas companhias abertas a partir de outubro

Fátima Laranjeira e Renato Carvalho, O Estado de S.Paulo

23 de setembro de 2017 | 05h00

Com a proximidade do fim do mês, as atenções se voltam para os resultados do terceiro trimestre a serem divulgados pelas companhias abertas a partir de outubro. As empresas de celulose, de educação, varejo, bens de capital, aluguel de veículos e do setor financeiro são algumas das citadas pelos analistas como as que podem apresentar números positivos.

A Coinvalores, por exemplo, avalia que as companhias de educação devem mostrar uma melhora consistente na captação de alunos de julho a setembro, quando comparado ao mesmo período de 2016. “As empresas de celulose também devem ser destaque, lembrando que o segundo semestre do ano passado foi de queda para os preços das commodities e este ano eles têm mostrado uma forte recuperação”, afirma Felipe Martins Silveira, analista da corretora.

A avaliação do Santander é que a divulgação dos resultados do terceiro trimestre reforçará a tendência positiva já vista por algumas empresas ao longo da última temporada de resultados. “Destacamos o setor de varejo, com os números de Via Varejo e Lojas Americanas podendo surpreender positivamente aos investidores”, diz o analista Ricardo Vilhar Peretti. “Representantes do setor de aluguel de veículos, como Localiza, bens de capital, como Iochpe-Maxion, e programas de fidelidade, como Smiles, também devem manter o mesmo ritmo de evolução dos resultados.”

Para Vitor Suzaki, da Lerosa, a expectativa fica por conta dos resultados do setor financeiro e varejista. “Alguns indicadores antecedentes têm sido positivos, como os de confiança de consumidores, da indústria, além dos dados do varejo ampliado, contribuindo positivamente para as ações do setor.” Ele destaca ainda o desempenho de supermercados e hipermercados, que possuem grande peso no índice Bovespa e têm apresentado aceleração.

Já a Magliano acredita que as ações que se beneficiam com os juros baixos e ligadas ao mercado interno devem se destacar na divulgação dos próximos resultados trimestrais. “Indicadores de atividade divulgados recentemente reforçam nossa visão de que a retomada gradual da economia tem se consolidado o que abre espaço para ações ligadas aos setores de bens duráveis como WEG, Carrefour e Gerdau”, diz o analista Carlos Soares. “E papéis que se beneficiam com o cenário de juros baixos, como CCR e B3, esta também pegando carona na retomada das ofertas públicas de ações.”

A Magliano colocou duas empresas de concessão em sua carteira da semana: CCR e Ecorodovias. Para a última, a corretora acredita que a queda recente do preço da ação vai contra o cenário benigno para a companhia. Sobre a CCR, lembra do resultado positivo apresentado e de sua boa estrutura de capital, que pode permitir a busca por ativos oportunos no exterior.

Outra escolha é o Carrefour, afirmando que seus resultados foram consistentes e que segue com boas perspectivas. A corretora colocou ainda o Fleury na carteira, pela possibilidade de ganhos de margens, além de seguir apresentando boa aceitação no ramo de laboratórios e análises clínicas. Outra inclusão é a Valid, que atua com certificação digital, sistemas de identificação, telecomunicações e meios de pagamento. Para a Magliano, o preço da ação não acompanhou o movimento de alta da Bolsa.

 

 

 

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