Empresas de emprego e recolocação: cuidado

O trabalhador desempregado deve ter cautela ao atender a chamadas para vagas apenas para incentivá-lo a investir seu dinheiro em outros serviços como testes vocacionais, cursos e até compra de franquias. Pois, mesmo sem salário, muitos desempregados dispõem da poupança da indenização.Para não cair nessa armadilha, a assistente de direção do Procon, Lúcia Helena Magalhães, orienta o profissional atraído por uma vaga a exigir por escrito o nome do real empregador e de quem ocupou a vaga anteriormente. Com isso e com o anúncio em mãos, a pessoa pode registrar um boletim de ocorrência, ou até procurar o Juizado de Ações Especiais Cíveis, para solicitar indenização moral e material, caso a vaga não exista de fato.Este problema também é enfrentado por pessoas que contratam serviços de recolocação. Desde o ano passado o Procon já recebeu mais de 500 consultas sobre o tema. Nestes casos, recomenda que a qualidade dos serviços seja verificada com pessoas que já se utilizaram dele. Outra orientação é solicitar análise da proporção de recolocados e o número de profissionais no banco de dados, além de exigir a relação das empresas para as quais foram enviados os currículos.Segundo o consultor da Parceira, Fernando Calvet, um trabalho de recolocação sério envolve diversas etapas - que vão da assistência psicológica até orientação financeira, marketing pessoal e técnicas de entrevista. "O problema são os aproveitadores que tentam ´vender´ apenas um desses elementos e, pior, para isso afirmam que tem uma vaga."

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