Empresas de energia querem reajustes maiores

As distribuidoras de energia elétrica não ficaram satisfeitas com o resultado da revisão tarifária divulgado hoje pelo Ministério de Minas e Energia. Apesar de alguns índices de reajuste terem chegado a 33%, caso da Enersul, a tendência é de que as concessionárias contestem a decisão por meio de recursos administrativos na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ou na Justiça.Segundo o presidente da Câmara Brasileira dos Investidores em Energia Elétrica (CBIEE), Claudio Sales, as empresas reivindicam uma revisão com base no valor mínimo das empresas nos leilões de privatização e não no valor de mercado dos ativos como a Aneel adotou. "Quando os investidores assinaram os contratos de concessão, ficou definido que teriam uma tarifa suficiente para garantir o equilíbrio econômico-financeiro das empresas. Por isso, contestamos os critérios adotados pela agência reguladora", disse Sales.A CPFL, que recebeu 19,55% de reajuste, afirmou que avaliará o impacto da revisão nos próximos dias. Na Enersul, a dúvida está sobre o parcelamento do reajuste de 42,26%. Neste ano, serão aplicados 32,95% de aumento e os 9,67% restantes serão diluídos entre 2004 e 2007. A empresa quer saber se restante terá alguma correção.

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