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Empresas de energia reduzem investimento

Indefinição do governo sobre a renovação das concessões do setor elétrico fazem empresas como a Cesp investirem somente o 'inevitável'

Karla Mendes, O Estado de S.Paulo

27 de maio de 2011 | 00h00

A indefinição do governo sobre a renovação das concessões do setor elétrico já provoca contenção de investimentos das empresas. Um exemplo é o da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), que só está fazendo inevitáveis, como a manutenção dos equipamentos e redes dos ativos da empresa.

"Estamos nos restringindo a fazer manutenção e modernização, mas nada de expansão, já que não temos uma definição clara sobre o que vai acontecer com a nossa geração", admitiu ao Estado o presidente da Cesp, Mauro Arce. Por essa razão, os investimentos para 2011 estão limitados a R$ 150 milhões. "Isso não vai aumentar um quilowatt de potência instalada."

A cautela de empresa tem a ver com a falta de transparência do governo sobre o que vai acontecer em 2015, quando vencerão as concessões das usinas hidrelétricas Jupiá e Ilha Solteira, que representam 67% da capacidade de geração de energia e, por conseguinte, do caixa da empresa. "As duas vencem juntas, em 7 de junho de 2015. Daí nossa preocupação. Por isso, a grande preocupação que a gente tem", ressaltou Arce.

O executivo destacou que a questão tem de ser resolvida até o fim do ano, para evitar prejuízo. "Esse problema não pode ser resolvido e, 2015; em 2013 já começam a se encerrar contratos. Aí, como é que eu faço? Provavelmente será muito difícil prorrogar até 2015."

Arce lembrou que em 2008, as dúvidas sobre a renovação das concessões já traziam insegurança ao setor, razão pela qual a tentativa de privatização da Cesp fracassou.

Folga. Segundo Arce, até 2006, a empresa tinha limitação para investir devido ao alto endividamento, situação que foi invertida quando foi feita a capitalização da companhia naquele ano. "Hoje a gente pagaria a dívida com dois anos do Ebitda ; lá em 2006 era dez", disse.

Agora que a empresa tem uma situação saudável em relação à alavancagem, se houver alteração significativa no modelo de concessões, o executivo alerta que pode haver outro desequilíbrio. "Não sei como vai ser, já que 67% da minha geração de recursos está colocada nessas duas usinas". Ebitda é o indicador de geração de caixa.

Preocupada com essa situação, a Cesp, com a Cemig, a Copel e associações do setor, criaram um grupo para tratar das concessões. A segunda reunião ocorreu ontem, em Brasília.

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