Empresas de setores variados se lançam no mercado de capitais para expandir seus negócios
Conteúdo Patrocinado

Empresas de setores variados se lançam no mercado de capitais para expandir seus negócios

De pet shop a estética, diversidade de setores cresce na abertura de capital na B3. Companhias buscam oportunidades de financiamento

B3, Estadão Blue Studio
Conteúdo de responsabilidade do anunciante

03 de setembro de 2021 | 09h47

Empresas brasileiras encontraram na captação de recursos na B3, a bolsa do Brasil, a oportunidade para continuar financiando seus projetos e garantir a expansão dos seus negócios. Neste cenário, a B3 viu aumentar a diversidade de setores que buscam a abertura de capital. “O mercado de capitais, mais precisamente a captação de recursos via abertura de capital, tem sido amplamente procurado por companhias nos últimos dois ou três anos. As empresas estão acessando o mercado porque querem financiar seus projetos e acelerar seu plano de desenvolvimento, e têm encontrado uma importante vinda dos investidores locais”, comenta o analista de Relacionamento da B3 Felipe Arantes, ao destacar que a realocação da poupança dos brasileiros, da renda fixa para a renda variável, em decorrência da redução da taxa básica de juros e do ótimo trabalho de atração e educação de investidores feito pelas corretoras, é fator fundamental para o aquecimento desse mercado. “Com isso, desde o fim de 2018, companhias com diferentes histórias e setores distintos iniciaram o processo de oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), pois os investidores estão buscando novas ideias de investimento para compor e diversificar suas carteiras”, complementa.

Se no passado setores de commodities (petróleo, minério e aço), financeiro e utilidade pública (energia, telecomunicações e saneamento) tinham maior representatividade na Bolsa, tanto em número de companhias listadas como em valor de mercado, desde o ano passado setores como plataformas e serviços online, pet shops, mobilidade urbana, estética, serviços marítimos, valorização de resíduos, mídia out of home também passaram a ter representantes na B3. Também vale destacar a chegada de novas empresas que atuam no agronegócio e em tecnologia que começam a acessar o mercado em maior número. “Considerando até meados de julho, foram 31 IPOs, com o setor de tecnologia dominando (com 9 operações), seguido por serviços financeiros (4) e companhias do agronegócio (3)”, diz Arantes.

No mercado desde 1962, a GPS, empresa que atua com serviços terceirizados – logística indoor, facilities, manutenção industrial, serviços de engenharia e segurança –, tem registrado expansão anual acima de 30% desde 2008. “O IPO vai sustentar o nosso crescimento futuro”, considera Marita Bernhoeft, diretora de Governança e Relação com Investidores da GPS. Desde a abertura de capital em abril deste ano, a companhia viu suas ações valorizarem 46%.

O IPO da companhia movimentou cerca de R$ 2,49 bilhões e pretende acelerar o processo de aquisição e integração. Neste sentido, a empresa já realizou a aquisição de cinco companhias depois da abertura de capital. “Levar um setor novo para a Bolsa é um desafio de educar e construir o entendimento do mercado, mas, se entregar e performar, o mercado reconhece”, diz a executiva. A GPS conta com 110 mil colaboradores em todo o Brasil e cerca de 2.700 clientes.

“Um mercado de capitais robusto é muito positivo para o País, e nos últimos anos temos visto que desmistificou muito. Antes as empresas achavam que era só para as grandes, que era complicado e oneroso. Mas hoje já vemos uma diversidade muito grande na Bolsa de Valores”, diz. “A minha dica é se planejar, porque é um processo que requer preparo, mas a rede de apoio é imensa e a própria B3 ajuda com informações”, complementa Marita. Ela conta que a empresa vem se preparando para o IPO desde 2018, mas teve que adiar a operação devido à pandemia.

“Embora alguns setores sejam mais representativos no mercado de ações brasileiro, vemos claramente o interesse de empresas de setores com baixa representatividade ou mesmo sem representatividade alguma acessando o mercado ou se interessando por essa alternativa de financiamento. Da mesma forma, vemos investidores interessados em novas histórias. Assim, estamos otimistas com relação à chegada de novas empresas, de novos setores”, comenta o representante da B3.

Para ele, a chegada de uma empresa de um setor novo no mercado de ações tende a encorajar outras empresas a avaliarem o mesmo caminho. Por sua vez, a expansão desses novos setores gera um círculo virtuoso, atraindo mais investidores e analistas a acompanharem as empresas desse setor, reforçando a demanda por ativos.

MAIS OPÇÕES PARA OS INVESTIDORES

Para Arantes, a listagem de novas empresas e o desenvolvimento de alternativas e liquidez de ações de outros setores viabiliza uma diversificação ainda maior das carteiras dos investidores. “Quanto mais ativos listados, maior a possibilidade de o investidor montar uma carteira mais aderente ao seu nível de conhecimento, sofisticação e apetite por risco”, diz. Além disso, a diversificação dos investimentos tende a diluir a exposição a risco e trazer maior estabilidade para a carteira, mesmo em se falando de investimento de renda variável.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.