Empresas de tecnologia descobrem vantagens da abertura de capital na bolsa brasileira
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Empresas de tecnologia descobrem vantagens da abertura de capital na bolsa brasileira

Cenário macroeconômico favorável incentiva companhias brasileiras a realizarem IPOs, que tiveram o maior crescimento em 16 anos na B3, a bolsa do Brasil

B3, Estadão Blue Studio
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13 de agosto de 2021 | 17h51

Com as inúmeras possibilidades oferecidas pela B3, a bolsa do Brasil, observa-se que as empresas de tecnologia têm realizado mais ofertas públicas iniciais (IPOs). Isso se deve a múltiplos fatores, dentre eles o crescimento do setor e a mudança de comportamento das companhias, já que tradicionalmente essas empresas costumavam fazer a abertura de capital nos Estados Unidos. Além disso, o gerente de Relacionamento com Empresas e Estruturadores de Ofertas Públicas da B3, Leonardo Resende, explica que o cenário macroeconômico foi favorável para que as ofertas de companhias brasileiras acontecessem.

Levantamento realizado pela B3 mostra que a quantidade de IPOs do setor de tech apresentou expansão de quase 80% neste ano em comparação com 2020, saindo de quatro IPOs realizadas no setor de tecnologia para alcançar sete operações apenas nos primeiros seis meses deste ano. Para se ter uma ideia, os dados mostram que o número de IPOs do setor entre 2020 e junho de 2021 já é superior à soma dos últimos 16 anos.

“Desde 2019, o mercado mudou bastante. A Locaweb foi a primeira dessa leva, que tem empresas de diversos setores da tecnologia”, diz o representante da B3.

Outro ponto que também aparece como destaque para a abertura de capital por aqui é que o cliente final tem a possibilidade de ser acionista em uma companhia que já conhece.

“O mercado brasileiro amadureceu bastante nos últimos anos, o investidor local está mais disposto a investir em empresas de tecnologia, e os estrangeiros também podem investir por aqui. Além disso, estar listado na Nasdaq tem um custo maior do que na B3”, diz Thiago Flores, CEO da Mosaico, plataforma de conteúdo dona das marcas Zoom e Buscapé e que registrou mais de 75 milhões de ofertas e mais de 20 milhões de visitantes únicos por mês.

A evolução do mercado brasileiro e a entrada de novas companhias do setor de tecnologia permitiram que a precificação das empresas pudesse ser comparável – saber qual o valor de fato da empresa. “A avaliação depende dos comparáveis, e os novos casos permitem conhecer e avaliar melhor as companhias”, destaca Resende.

Ele afirma ainda que as 11 companhias do setor de tecnologia que fizeram IPO entre 2020 e 2021 estão listadas no Novo Mercado, “que voluntariamente atendem mais do que a lei exige”.

Flores considera ainda que, com o IPO, há uma grande exigência de governança, o que ajuda a empresa a ter uma melhor avaliação do mercado, a atrair talentos.

A Mosaico realizou a abertura de capital neste ano e atingiu o valor captado de R$ 1,215 bilhão. A companha pretende, com o montante, gerar mais conteúdo e incluir mais lojas no portfólio. “O objetivo é ser uma plataforma mais promocional e participar mais do dia a dia das pessoas”, revela o executivo ao afirmar que a empresa está construindo um assistente de compra completo – que vai atuar em várias etapas da decisão de compra do consumidor –, o que levará à expansão dos negócios.

De acordo com ele, o crescimento do comércio eletrônico deve contribuir para que outros players optem pela abertura de capital na bolsa brasileira.

“Foram mais de 13 milhões de consumidores em 2020 que fizeram a primeira compra online, e a tendência é continuar crescendo forte, a dois dígitos, nos próximos anos”, diz Flores ao comentar que a penetração das vendas virtuais ainda é baixa no Brasil.

Para se ter uma ideia, revela o representante da Mosaico, o comércio eletrônico no Brasil representa cerca de 10% das vendas; esse percentual chega a 30% na China, por exemplo.

 

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