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Empresas de telefonia lideram reclamações não atendidas

Operadoras e fabricantes elevam porcentual de denúncias não solucionadas no País, de 22,4% no último ano

Renata Veríssimo, da Agência Estado,

10 de dezembro de 2008 | 15h16

As empresas de telefonia e as fabricantes de aparelhos celulares elevaram o porcentual de reclamações que não foram solucionadas, mesmo depois de o consumidor procurar o Procon. Lideram a lista, nesta ordem, Siemens, Gradiente, Oi, Claro e Brasil Telecom. Por causa destas empresas, o porcentual de denúncias não atendidas subiu de 18% para 22,4% no último ano, segundo o diretor do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça, Ricardo Morishita. "Todo o sistema (de defesa do consumidor) expressa preocupação com estas empresas", afirmou Morishita, ao lançar o Cadastro Nacional de Reclamações Fundamentadas. O período considerado foi entre 1º de setembro de 2007 e 31 de agosto de 2008. Morishita destacou a atuação de três destas empresas. Segundo ele, o consumidor ao adquirir um produto da Siemens deve saber que tem 45% de chance de não ser atendido, se tiver um problema, mesmo procurando o Procon. O diretor destacou ainda que existe uma grande disparidade entre os serviços ofertados pela OI, nas campanhas publicitárias, e o que é cumprido efetivamente. "Isso acende um sinal amarelo, quase vermelho, em relação a Oi", disse. Morishita ainda destacou que os órgãos de defesa do consumidor perceberam que os atendentes da Brasil Telecom não têm autonomia para resolver os problemas demandados, o que também acende uma luz amarela. Pelos dados do Cadastro, 36,5% das reclamações recebidas pelos Procons são relacionadas a aparelhos de telefonia celular e 7,81% relacionadas a empresas de telefonia celular. "A telefonia celular é ainda a grande dor de cabeça do nosso consumidor", afirmou Morishita. Outras 16,12% das reclamações são contra empresas de cartão de crédito. O cadastro mostra que, embora a área de produtos seja a mais reclamada, é também a que mais atende às reclamações dos consumidores. Por outro lado, o setor de assuntos financeiros é o que menos atende ao consumidor em termos proporcionais - 32,3% das queixas não foram atendidas. O Cadastro engloba 93.872 reclamações consideradas fundamentadas (para as quais foram abertos processos administrativos) por 19 Procons estaduais e 6 municipais. Morishita informou que deve subir para 23 Procons estaduais o número de participantes. São Paulo ainda não faz parte do Cadastro.

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