Empresas de TV se protegem da internet

Time Warner e Comcast lançam projeto para assegurar receita na web

NOVA YORK, O Estadao de S.Paulo

29 de junho de 2009 | 00h00

As companhias americanas Time Warner e Comcast se uniram para testar maneiras de permitir que as pessoas assistam a mais programas de TV na internet, ao mesmo tempo assegurando que continuem a pagar por seus serviços tradicionais de TV a cabo ou satélite. A parceria entre as duas grandes empresas de mídia ressalta a pressão que a indústria de TV vem sofrendo para proteger sua receita, mas também satisfazer os consumidores que querem assistir a seu drama ou comédia favorito no lugar e hora em que preferem.A Time Warner e a Comcast estão apostando num esquema com o qual, basicamente, os espectadores poderão assistir a qualquer programa, em qualquer momento, no aparelho que quiserem, quer seja televisor, computador ou telefone celular. A única exigência é que eles terão primeiro de comprovar que são clientes da TV a cabo ou via satélite, pagando uma assinatura mensal.As duas empresas iniciam em julho um teste nacional, técnico e estratégico, do novo sistema. Cerca de 5 mil assinantes que vão participar do teste poderão acessar episódios inteiros de programas das redes TNT e TBS, da Time Warner, como "The Closer" e "My Boys", na Comcast.net, horas apenas depois de eles irem ao ar na televisão. O executivo-chefe da Time Warner, Jeff Bewkes, disse que vem discutindo iniciativas semelhantes com "praticamente todas as empresas de satélite, telefone e outras empresas de Tv paga". Por sua vez, o executivo-chefe da Comcast, Brian Roberts, disse prever que outras redes se unam ao esquema, oferecendo seus próprios programas de sucesso."É um pouco como o iTunes, mas melhor, porque não é preciso pagar a mais", disse Bewkes. Bewkes não fez segredo de seu desejo de levar a televisão para o que chama de "TV em Todo Lugar".Conseguir que o público continue a pagar pelo serviço de TV é essencial para operadoras de cabo como a Comcast. E é quase tão essencial para redes de televisão como a TBS, que recebem taxas das operadoras de cabo que transmitem seus programas.O receio no setor é que, se deixar de proteger seus programas do mundo aberto e gratuito da internet, a indústria de televisão possa sofrer a mesma devastação que os setores de música e mídia impressa.

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