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Empresas devem lucrar 290% mais em 2000

O lucro acumulado das principais companhias abertas do País, no ano 2000, deve aumentar cerca de 290% em relação a 1999. A análise considera o resultado médio obtido a partir de projeções de diversas corretoras consultadas pela Agência Estado. A pesquisa apontou um ganho médio total de aproximadamente R$ 16,100 bilhões no ano passado, frente a R$ 4,130 bilhões registrados no período anterior. O analista Eduardo Hajime, da Sudameris Corretora, acredita que as empresas de telefonia fixa tendem a apresentar resultados mais expressivos. Ele ressaltou que o crescimento do número de linhas e os novos produtos lançados pelas empresas ajudaram a alavancar as receitas. "Telemar, Brasil Telecom e Embratel representam hoje uma posição cômoda para o investidor", comentou. "Além de apresentar resultados consistentes, essas companhias devem levar vantagem no processo de consolidação do setor." Alexandre Constantini, analista do Bear Stearns, considera atrativas as ações da Telesp Celular. Segundo ele, a empresa é bem gerenciada e está preparada para a forte competição no mercado de São Paulo. Outra aposta do analista é nos papéis da Petrobrás. O aumento dos preços internacionais do petróleo e a elevação da produção interna devem contribuir para um lucro recorde em 2000, aproximando-se dos R$ 10 bilhões. Setor de energia também é destaquePara André Segadilha, analista do Banco Brascan, 2000 ficará marcado para a Eletrobrás como um ano de recuperação do resultado operacional de suas subsidiárias Furnas, Chesf e Eletronorte. "A melhoria do quadro econômico e o aumento do consumo de energia elétrica ajudaram a companhia." Espera-se que outro destaque no setor energético seja a Cemig.Segundo o analista Marcos Brandão, da Fator Doria Atherino, o aumento de tarifas e a redução de despesas financeiras permitirão um aumento superior a 1.000% no lucro. Cristiane Viana, da BES, projetou um lucro líquido próximo de R$ 2 bilhões para a Vale do Rio Doce em 2000, o que representaria um crescimento de 67,2%. Ela estimou que as vendas da Vale cresceram cerca de 15% no ano passado e os preços dos minérios de ferro, entre 4% e 6%. Na Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), o diferimento do impacto da desvalorização cambial de 1999 deve atrapalhar o resultado em 2000, comentou Cristiane Viana, da BES.

Agencia Estado,

19 de janeiro de 2001 | 11h32

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