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Fernanda Camargo: O insustentável custo de investir desconhecendo fatores ambientais

‘Empresas digitais rivalizam com as do mercado financeiro’, diz executivo

Companhias digitais desbancaram as prestadoras de serviços e de bens de consumo e passaram a ser o segundo maior ocupante de lajes de escritórios de alto padrão em São Paulo

Entrevista com

Paulo Casoni, diretor de Transações da JLL

Márcia De Chiara, O Estado de S.Paulo

24 de fevereiro de 2020 | 04h00

No fim do ano passado, as empresas digitais desbancaram as prestadoras de serviços e de bens de consumo e passaram a ser o segundo maior ocupante de lajes de escritórios de alto padrão em São Paulo. Elas só perdem para o mercado financeiro, que tradicionalmente lidera esse ranking. É uma clara indicação da importância que essas companhias estão assumindo na economia. Paulo Casoni, diretor de transações da consultoria imobiliária JLL, explica que essas companhias começam pequenas, funcionando dentro de coworking. Quando crescem, vão para prédios de alto padrão. “Elas estão rivalizando com o mercado financeiro, que tem capacidade de pagar um aluguel alto.”

Qual é o perfil das empresas que procuram grandes lajes para alugar?

Tradicionalmente, o maior ocupante sempre foi o mercado financeiro. Recentemente, apareceu como segundo colocado as empresas digitais, tanto de tecnologia como as fintechs. As empresas digitais têm contratado muita gente e ocupado muito espaço. Hoje, é o segundo maior locador de lajes em São Paulo.

Quando essa mudança ocorreu?

No fim de 2019. Antes, o segundo lugar era ocupado por empresas de serviços e de bens de consumo.

As empresas de tecnologia ocupam os espaços dos escritórios de forma mais adensada?

O ciclo dessas empresas é assim: elas começam pequenas dentro de um coworking. Quando crescem, vão para prédios de alto padrão, em região nobre da cidade. Elas estão rivalizando com o mercado financeiro, que tem capacidade de pagar um aluguel alto. Essas empresas têm ocupado bastante espaço em região nobre da cidade.

As empresas de tecnologia tendem a ocupar espaços menores?

Isso tem acontecido no mercado em geral, não só de tecnologia. Como os espaços, principalmente os nobres, têm um custo de ocupação alto (aluguel, condomínio, IPTU), todas as empresas têm pensado nisso para otimizar a ocupação e reduzir despesa. A posição do funcionário, onde ele senta, cada vez é menor e não é exclusiva. Só que aí são criados espaços de convivência para compensar. A preocupação é grande em reduzir espaço por causa do custo.

A vacância em São Paulo caiu?

Sim.

Já entrou na normalidade?

Em regiões nobres está favorável ao proprietário. Ele já não faz mais as mesmas concessões, como maior carência, ajuda na mudança, aluguel baixo. E se há renegociação, o aluguel aumenta. Na média, a vacância está entrando na neutralidade.

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