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Empresas e bancos começam a superar temor com hipotecas

As empresas mostravam sinais nestaterça-feira de que reduziram a cautela que envolveu a economiamundial desde o início de uma crise no crédito, enquanto dadoseconômicos mais fracos nos Estados Unidos impulsionavam aprobabilidade de um corte da taxa de juros pelo FederalReserve. A Sony afirmou que listaria as ações da sua unidadefinanceira na bolsa de valores de Tóquio no mês que vem,arrecadando até 361 bilhões de ienes (3 bilhões de dólares) namaior oferta pública inicial no Japão neste ano. Havia especulações de que a empresa poderia adiar o IPO porcausa da crise no mercado, já que bancos de todo o mundoestavam calculando a sua exposição a inadimplência em massa nosfinanciamentos imobiliários de alto risco, o chamado subprime,que são oferecidos principalmente aos mais pobres. Na Alemanha, o país europeu mais afetado pelasturbulências, o Deutsche Bank, o maior do país, afirmou estarotimista com o trimestre atual e viu sinais de que o mercadoestá se estabilizando. O presidente-executivo do banco, Josef Ackermann, disse emuma conferência que as problemáticas condições do mercado emagosto tinham prejudicado a empresa. Mas acrescentou: "Estouotimista com o ambiente globalmente para as instituiçõesfinanceiras". Dois bancos alemães, IKB e SachsenLB, quase naufragaramquando azedaram os investimentos relacionados ao mercado deempréstimos para moradia nos EUA e muitos mais detalharam terbilhões de euros de exposição. Apesar das vozes otimistas, analistas dizem que são asfortes expectativas de uma redução de taxa básica nos EUA queestão fazendo a maior parte do trabalho para conter novostremores nos mercados financeiros. Tendo isso em vista, o índice de atividade do Instituto deGestão de Fornecimento (ISM na sigla em inglês) que mostrouexpansão da atividade manufatureira nos EUA em ritmo menor emagosto, junto a uma surpreendente queda nos gastos deconstrução norte-americanos, elevou as previsões de uma quedade juros na reunião do Fed em 18 de setembro ou mesmo antes. "Eu acho que foi um desapontamento distinto. Ele certamentetorna mais provável que o Fed corte os juros e talvez antes de18 de setembro", disse Michael Metz, estrategista-chefe deinvestimentos do Oppenheimer & Co em Nova York. O Banco Central Europeu (BCE) deve manter os juros em 4 porcento na quinta-feira devido à incerteza nas condições domercado. Algumas semanas atrás, um reajuste teria sido vistocom grande grau de certeza. SEM FIM NA CRISE DE LIQUIDEZ Os problemas de liquidez persistiram no mercado aberto. A taxa interbancária em Londres em operações de três mesesatingiu nesta terça-feira o patamar mais alto em oito anos emeio, refletindo uma forte demanda por dinheiro pelos bancos. Mas as notícias dos bancos e dos investidores corporativostrouxeram um tom mais positivo aos mercados. O banco de hipotecas norte-americano Thornburg, que foiforçado a vender mais de 35 por cento dos seus ativos e reduziros empréstimos para cortar os seus riscos, afirmou tercompletado a securitização de 1,44 bilhão de dólares emempréstimos de baixo risco (os chamados empréstimos prime), oque vai elevar seu potencial para novos financiamentos. Alguns investidores agora vêem oportunidades com as quedasde ativos decorrentes do caos no setor de hipotecas. O Istithmar, de propriedade do governo de Dubai, afirmounesta segunda-feira que está estudando a compra de duasempresas norte-americanas afetadas pela exposição às hipotecasde alto risco. A agência disse que uma das suas metas é umaempresa de serviços financeiros com potencial para crescer noexterior.

MIKE PEACOCK, REUTERS

04 de setembro de 2007 | 13h47

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