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Empresas estão 'rachando de ganhar dinheiro', diz Bernardo

Resultados da economia divulgados nesta quarta animam ministro do Planejamento; Lula também está satisfeito

ADRIANA FERNANDES, Agencia Estado

12 de setembro de 2007 | 11h24

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse nesta quarta-feira, 12, ao comentar os resultados do Produto Interno Bruto (PIB), que as grandes empresas estão "rachando de ganhar dinheiro" no País. Segundo o ministro, a lucratividade das empresas entre os anos de 2004 e 2006 só tem paralelo com os três primeiros anos da década de 80. "As grandes empresas estão rachando, rachando de ganhar dinheiro. Algumas estão lavando a égua", disse. Veja Mais: PIB do segundo trimestre tem a maior alta desde 2004Estamos agora com um crescimento de 5% no ano, diz MantegaA medida do crescimento do País  O ministro destacou, porém, que tanto a classe média como a população de baixa renda também estão sendo beneficiadas pelo crescimento econômico durante o governo Lula. Ele rebateu as avaliações de que apenas os brasileiros de menor renda estão sendo favorecidos com medidas de apoio governo, como o Bolsa Família.  Segundo ele, estudo do Dieese mostrou que 85% das categorias profissionais receberam reajuste salarial acima da inflação em 2006. "Quem está recebendo esse aumento de salário não é o da bolsa família", ponderou. Crescimento maior Animado com o resultado do crescimento da economia brasileira no primeiro semestre deste ano, Bernardo afirmou que o PIB do País deve crescer acima da previsão de 4,7% do governo para 2007. "Tudo indica que teremos um crescimento maior do que 4,7%", disse. Segundo o ministro, é possível crescer 5%, mas ainda é cedo para uma revisão da previsão oficial. "Com toda a sinceridade, não acho mais relevante. O que é mais relevante é garantir esse porcentual de crescimento no ano que vem, em 2009, 2010..."  Bernardo afirmou também que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou "satisfeito" com o crescimento, especialmente pelo fato de o crescimento continuar sendo puxado pelo aumento do consumo das famílias.  "Não dá para deixar de falar que nós fizemos a política correta nesses quatro anos e meio de governo", afirmou Bernardo, lembrando que no início, o governo teve que fazer políticas de ajustes fiscal e monetário para conter a inflação e controlar as contas públicas. E em seguida, acrescentou o ministro, o governo adotou a política de desoneração tributária setorial. Investimentos  Para o ministro, o grande destaque no resultado foi o crescimento de 13,8% dos investimentos, em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo ele, esses dados indicam que há entre o empresariado o sentimento de que eles estão acreditando no sucesso da economia, e por isso investem. "O aumento da capacidade produtiva alimenta o ciclo de crescimento", destacou.  Próximos trimestres Após a divulgação dos resultados, Bernardo previu que a atividade econômica terá uma aceleração maior no terceiro e quarto trimestres.  O ministro avaliou que esse crescimento se dará por diversos fatores, entre eles o impacto da flexibilização da política monetária no primeiro semestre, que permitiu redução dos juros por três vezes em 0,25 ponto porcentual e uma em 0,5 ponto porcentual. Outro fator é uma expectativa de resultado melhor da agricultura, que no segundo trimestre foi modesto, "como é natural". O último fator apontado pelo ministro foi o fato de no segundo semestre de 2006 a indústria automobilística ter sido afetada por uma greve que teve impacto na cadeia produtiva. Agora, destacou Bernardo, a indústria automobilística está tendo resultados recordes, que estão puxando o setor industrial. O ministro também destacou o aumento do crédito, que tem puxado o consumo interno e, conseqüentemente, e expansão do PIB. Para Bernardo, há espaço para o aumento maior do crédito. PAC Apesar de elogiar o resultado, Bernardo admitiu que a contribuição do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para a expansão do PIB no primeiro semestre de 2007 ainda foi pequena, mas avaliou que o PAC será um importante vetor de aceleração do crescimento nos próximos trimestres de 2007. "No ano que vem, nem se fala".  De acordo com ele, o PAC tem a virtude de criar um clima favorável para o crescimento. "Não tenho dívida que o PAC vai ajudar a puxar o crescimento".  Ele destacou que o Ministério encomendou um estudo para um instituto privado de pesquisa de Minas Gerais sobre o impacto do PAC no crescimento econômico, e que pelos dados preliminares o estudo aponta que o PAC pode ajudar em 1 ponto porcentual no crescimento do PIB. Por exemplo, se o crescimento projetado era de 4%, com o PAC o crescimento poderá chegar a 5%.

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