Empresas estatais criam alternativa às PPPs

Pode-se dizer que a lei brasileira das Parcerias Público-Privadas (PPPs), pelo menos no que diz respeito à parte federal, nunca saiu do papel. Mas há, sim, um jogo estratégico de PPP em curso: a aliança cada vez mais freqüente entre empresas estatais e empresas privadas nacionais e estrangeiras. A chave da explicação, segundo especialistas, evidencia dois fatos: o governo não usa mais suas empresas para promover um estatismo como o dos anos 70, e tanto as estatais - recaídas fisiológicas à parte - como as empresas privadas são geridas hoje com muito mais transparência.?É uma espécie de PPP na prática?, como define o ex-presidente da Eletrobrás José Pinguelli Rosa, hoje diretor da Coordenação dos Programas de Pós-Graduação de Engenharia (Coppe) da UFRJ. Pinguelli lembra que a primeira ?PPP na prática? aconteceu no caso da Usina Hidrelétrica de Peixe Angical, em Tocantins. Liderado pela portuguesa EDP, o projeto estava parado no início do governo Lula, e foi retomado com a entrada de Furnas na sociedade.A holding Eletrobrás, que foi ?turbinada? por uma lei sancionada em abril, que lhe deu poder para investir no exterior e ser majoritária em consórcios com a iniciativa privada, vem fechando seguidas parcerias com companhias privadas. Considerando-se apenas a construção de usinas hidrelétricas que estão previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), as empresas do grupo Eletrobrás já estão investindo, em aliança com sócios privados, cerca de R$ 23 bilhões. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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