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Empresas estudam a fórmula da Índia

Sebrae fecha acordo com organização de apoio à pequena empresa da Índia para discutir questões tecnológicas

Eduardo Kattah, O Estadao de S.Paulo

18 de setembro de 2007 | 09h14

A competitividade internacional das micro e pequenas empresas está diretamente relacionada à capacidade de disseminação da tecnologia e inovação, avaliaram ontem representantes do Brasil, Índia e África do Sul. Um memorando de entendimento entre o Sebrae e a instituição de apoio à micro e pequena empresa da Índia - National Smal Industries Corporation Ltd. (NSIC) - foi assinado ontem durante a abertura do ''''II Encontro da Cúpula Índia - Brasil - África do Sul'''', em Belo Horizonte. O foco do acordo, que já havia sido firmado entre Brasil e África do Sul, é justamente a área de tecnologia e inovação. ''''É um entendimento que envolve todas as áreas, mas a idéia é perceber como as instituições dos três países podem cooperar para que as pequenas empresas tenham maior acesso à inovação tecnológica'''', disse o diretor-técnico do Sebrae, Luiz Carlos Barboza. A participação das pequenas empresas brasileiras no comércio internacional ainda é muito pequena, disse Barboza. Embora sejam responsáveis por 20% do Produto Interno Bruto (PIB), apenas 2,5% do total das exportações brasileiras são feitas diretamente por meio de pequenos negócios. Na Índia, as micro e pequenas empresas (um total de 13 milhões) respondem por 35% das vendas externas do país e 40% do PIB. O gerente de cooperação internacional da NSIC, Sunil Tyagi, lembrou que uma lei recente estabeleceu o suporte de crédito para desenvolvimento de processos tecnológicos nas micro e pequenas empresas indianas. ''''O setor bancário tem sido aconselhado a dobrar o fluxo de crédito num prazo de cinco anos.'''' Rajeev Kumar, cônsul-geral indiano, destacou a importância social do desenvolvimento do setor, que naquele país gera cerca de 30 milhões de empregos. ''''As empresas de pequeno porte têm enorme intensidade de uso da mão-de-obra, alguns especialistas falam em algo como quatro vezes mais que na grande empresa.'''' Para Barboza, embora nos últimos anos o Brasil tenha conseguido estabelecer um marco legal - com a aprovação de leis para micro e pequenas empresas -, a competitividade esbarra no excesso de burocracia, tributação e financiamento inadequados e na baixa escolaridade dos proprietários. O Brasil, disse ele, possui 5,4 milhões de micro e pequenas empresas formais e quase o dobro (10,3 milhões) na informalidade. ÁFRICA DO SUL A diretora-executiva da Small Enterprise Development Agency (Seda), A.N. Damane, da África do Sul, disse que o crescimento econômico do país tem impulsionado as micro e pequenas empresas, principalmente em transportes e comunicações. ''''Nos conscientizamos que o acesso à tecnologia e inovação é a mais importante ação para as pequenas e micro empresas, mais importante que os financiamentos.'''' Segundo a Seda, existem 2,6 milhões de pequenas empresas sul-africanas, mas apenas 598 mil são formais. A participação delas no PIB é estimada entre 27% e 34%. Uma das experiências apresentadas no encontro foi a da Techno Net Africa, um programa para capacitar instituições de apoio às pequenas empresas em sete países africanos, a partir da troca de informações.

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