Empresas europeias aumentam pessimismo com China

As empresas europeias que fazem negócios na China relatam que o mercado está menos atrativo devido ao aumento nos custos trabalhistas, uma economia em desaceleração e pela falta de adesão ao Estado de Direito, afirmou a Câmara de Comércio da União Europeia na China.

AE, Agencia Estado

29 de maio de 2014 | 02h09

De acordo com a pesquisa, conduzida com 552 empresas sediadas na Europa mas com operações na China, a dificuldade de atrair e reter funcionários, barreiras no acesso ao mercado e a aplicação discricionária de regulamentos também prejudicam o sentimento de negócios.

"A desaceleração econômica é uma verdadeira mudança no jogo para as empresas europeias na China", disse Jörg Wuttke, presidente da Câmara de Comércio da União Europeia na China. "Para multinacionais, a China ainda é importante, mas não tão importante quanto era há alguns anos."

Pequim promete implantar amplas reformas econômicas, mas apenas 53% dos entrevistados disseram esperar mudanças de modo significativo. O relatório concluiu que está em curso uma nova realidade e alertou para o aumento do pessimismo para a performance futura.

A proporção de empresas planejando ampliar as atividades na China no curto prazo caiu para 57%, de 86% um ano atrás. Aquelas que estão há mais tempo no país oriental se mostraram mais pessimistas do que as novatas.

O relatório da Câmara de Comércio da União Europeia na China reconhece que muitos dos problemas não são novos, mas explicou que as barreiras estão se tornando mais pronunciadas e arraigadas. As empresas pesquisadas afirmaram que a aplicação da lei seria o melhor modo de melhorar o crescimento econômico. Elas reclamaram que, embora as leis sejam adequadas, há grandes deficiências na aplicação.

O Ministério do Comércio da China não respondeu imediatamente os pedidos por comentários. Fonte: Dow Jones Newswires.

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