Divulgação/Planet
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Empresas farão prédios acessíveis e ‘inteligentes’ em São Paulo

Grupo britânico Planet fecha parceria com construtora paulista

Entrevista com

Susanna Marchionni, presidente da Planet no Brasil

Cleide Silva, O Estado de S.Paulo

16 de dezembro de 2019 | 05h00

O grupo britânico Planet, em parceria com a construtora paulista InLoop, iniciará em 2020 a construção de “prédios inteligentes e sociais” nos bairros de Bela Vista, Freguesia do Ó, Itaquera e Jabaquara. Segundo a presidente da Planet no Brasil, Susanna Marchionni, serão ao todo 2,5 mil apartamentos a preços de até R$ 300 mil com facilidades como internet grátis para a comunicação dos moradores via aplicativo, energia solar, horta e biblioteca. 

Como é a atuação da Planet?

Somos uma empresa de referência mundial no conceito de moradia inteligente a preços acessíveis. Já temos um projeto pronto no Ceará, um condomínio com 260 casas inaugurado no ano passado. Já foram vendidas 50 unidades a partir de R$ 98 mil. Também temos um projeto similar em andamento em Natal (RN).

Como é o projeto de São Paulo?

Será vertical, com prédios de 18 andares na Bela Vista, Freguesia do Ó, Itaquera e Jabaquara. Serão 2,5 mil apartamentos com tamanhos de 26 a 35 m² voltados especialmente para jovens e estudantes que moram sozinhos e de 55 m² para famílias. O mais caro vai custar R$ 300 mil e temos parceria com a Caixa para a venda.

Tem semelhança com o “Minha Casa Minha Vida”?

O diferencial é que trabalhamos com material de qualidade e adotamos sistema que oferece uma série de serviços e facilidades como sensores e medidores inteligentes, aplicativo gratuito, horta, gestor social, biblioteca, cozinha compartilhada, espaço para cursos gratuitos e pulseiras para rastreamento de crianças. Na academia haverá sistema de energia simétrica em que o uso do equipamento vai gerar a energia local.

Como se consegue custo abaixo do mercado?

Trabalhamos com a tecnologia BIM (Building Information Modeling), em que tudo é desenvolvido digitalmente. Nosso conceito integra inovação na arquitetura, planejamento urbanístico, tecnologia, sustentabilidade e engajamento social. Temos um centro de competência na Itália com projetos que podem ser adotados em qualquer parte. Também tem a questão da economia de escala.

De quanto será o investimento?

Não posso dizer ainda, mas projetamos que as vendas dos imóveis vão gerar R$ 500 milhões.

Como é a parceria com a InLoop?

É de 50% para cada grupo. Já compramos as áreas para os condomínios e a primeira torre ficará pronta até 22 meses após o início das obra.

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