Empresas garantem aumento nas margens no 1º tri

Os balanços do primeiro trimestre de 2014, cuja temporada de divulgação acaba de terminar, trouxeram resultados considerados mistos por analistas consultados pelo Broadcast. Os profissionais apontam, no entanto, que várias empresas conseguiram garantir aumento de receita e margens, apesar do cenário desfavorável de inflação e juros altos. O dólar em patamar mais alto continuou ajudando exportadoras, como as produtoras de papel e celulose, mas pressionou o resultado financeiro de empresas como Gol e JBS. O resultado financeiro da CCR também cresceu, mas por conta do aumento dos juros.

EULINA OLIVEIRA, Agencia Estado

18 de maio de 2014 | 09h00

"Muitas empresas conseguiram expandir ou manter suas margens, por meio de controle de custos, aumento de preços e diversificação de receitas", comenta Luis Gustavo Pereira, analista da Guide Investimentos. "Várias dessas companhias, inclusive, conseguiram superar as estimativas do mercado", acrescenta.

Um exemplo é a Usiminas, que apresentou melhora operacional. O lucro atribuível aos acionistas da siderúrgica mineira, de R$ 184,6 milhões no primeiro trimestre do ano, veio 45,3% superior ao previsto pelos analistas, em R$ 127 milhões, conforme a média das projeções de seis instituições financeiras consultadas pelo Broadcast. O Ebitda (lucros antes de juros, impostos, amortização e depreciação) ficou em R$ 648 milhões no período, elevação de 119% na relação anual. Já a margem Ebitda da companhia ficou em 21%, ante 9% na mesma base de comparação.

Um dos destaques do balanço da Usiminas, segundo o analista Lenon Borges, da Ativa Corretora, foram as vendas de minério de ferro. "A operação de minério de ferro das siderúrgicas vem ganhando força", afirma. As vendas de minério de ferro pela Usiminas somaram 1,765 milhão de toneladas no primeiro trimestre do ano passado, crescimento de 31% em relação ao observado um ano antes. Já as vendas do produto pela CSN subiram 54% na mesma base de comparação, para 6,385 milhões de toneladas, enquanto as da Gerdau tiveram alta de 54,4%, para 1,736 milhão de toneladas.

As empresas do setor de papel e celulose também se sobressaíram no primeiro trimestre de 2014, com aumento de receita e de vendas e redução de alavancagem, beneficiadas também pelo dólar mais favorável às exportações em relação ao mesmo período do ano passado. O destaque é a Suzano, que registrou lucro líquido de R$ 201 milhões nos três primeiros meses deste ano, aumento de 379,3% na comparação anual. Ebitda e receita líquida subiram 52,6% e 19,2%, respectivamente, e a margem Ebitda somou 35,7%, alta de 7,8 pontos porcentuais.

Já a alavancagem (medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda) da Suzano caiu de 5,2 vezes no quarto trimestre do ano passado para 4,8 vezes no fechamento do primeiro trimestre deste ano. A Klabin também conseguiu diminuir a alavancagem na mesma comparação, de 2,6 vezes para 1,7 vez, enquanto a da Fibria passou de 2,8 para 2,4 vezes.

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