Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Empresas integram aliança global para combate à poluição causada por plásticos

O objetivo do grupo é desenvolver e implementar soluções que minimizem os resíduos e promovam destinos sustentáveis para plásticos usados

Reuters, O Estado de S.Paulo

16 de janeiro de 2019 | 15h57

Um grupo de cerca de 30 empresas, incluindo a petroquímica brasileira Braskem, lançou nesta quarta-feira, 16, uma iniciativa global de combate à poluição causada por plásticos, prometendo investimentos de US$ 1,5 bilhão nos próximos cinco anos, em um momento em que consumidores mostram-se mais atentos aos impactos ambientais causados pelo descarte do produto.

Além da Braskem, a aliança inclui as gigantes norte-americanas Dow, ExxonMobil e Procter & Gamble, além de grupos europeus, como LyondellBasell, Henkel e Shell, asiáticos e do Oriente Médio.

O objetivo do grupo é desenvolver e implementar soluções que minimizem os resíduos plásticos e promovam destinos sustentáveis para plásticos usados, gerando uma economia circular em torno desses resíduos.

“O problema dos resíduos plásticos é visto e sentido em todo o mundo. Ele deve ser combatido, e acreditamos que a hora de agir é agora”, disse em comunicado à imprensa o vice-presidente da Aliança para o Fim dos Resíduos Plásticos, Bob Patel, que é presidente da petroquímica europeia LyondellBasell, que há meses avalia a aquisição da Braskem.

Os projetos iniciais da aliança incluem parcerias com prefeituras de grandes cidades para manejo de resíduos plásticos, focadas naquelas que abrigam rios que desembocam em oceanos. O grupo também pretende investir em infraestrutura de coleta para reciclagem, desenvolvimento de tecnologias que facilitem a reutilização de plásticos e limpeza de áreas com concentração de resíduos.

A aliança ocorre em um momento em que indústrias de setores como o de papel vislumbram oportunidade de tomar mercado de fabricantes de plásticos, diante da crescente preocupação pública com a poluição e divulgação de imagens como a de uma baleia cachalote encontrada morta na Indonésia em novembro com seis quilos de plástico em seu estômago, incluindo sacolas, garrafas e até chinelos.

Na véspera, a Nestlé anunciou que vai começar em fevereiro estratégia para eliminar canudos plásticos de seus produtos, investir em garrafas plásticas com PET reciclável e desenvolver novos materiais baseados em papel e polímeros biodegradáveis.

No final do ano passado, ministros do Reino Unido lançaram uma consulta sobre planos para dobrar a taxa cobrada sobre sacolas de uso único a partir de 2020 e ampliar a medida para todas as lojas do país em uma tentativa de reduzir resíduos plásticos. A premiê britânica, Theresa May, prometeu erradicar o uso de plástico de uso único até 2042.

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