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Empresas investem em análise de risco para evitar inadimplência

Setor avançou de uma análise simples de concessão de crédito para um levantamento do perfil da inadimplência

Rodrigo Petry, da Agência Estado,

29 de setembro de 2011 | 19h26

Para manter o ritmo de crescimento do crédito sem elevar os índices de inadimplência, as empresas vêm evoluindo nas práticas de análise de risco da concessão dos empréstimos aos clientes. O presidente da Associação Nacional das Empresas de Recuperação de Crédito (Aserc), José Roberto Roque, destaca que o setor avançou de uma análise simples de concessão de crédito para um levantamento do perfil da inadimplência. "Queremos, hoje, saber o tempo de amadurecimento da dívida e o padrão do consumo. Para saber as razões da inadimplência", afirmou.

De acordo com o diretor de crédito e cobrança da Casas Bahia, Paulo Santos, a varejista já desenvolve um modelo de "rating" para a concessão de crédito com base no comportamento de compra dos clientes. "Estamos falando da reinvenção dos processos, avançando não só para a classificação de carteira, mas para a análise de um CPF específico", disse.

Santos destacou que a empresa busca, na recuperação do crédito, principalmente, manter o cliente ativo. "Ou somos mais agressivos (na renegociação), tiramos um pouco do nosso ganho, para trazer o dinheiro, ou perdemos 100% (da dívida)", disse, acrescentando que, em algumas épocas do ano, quase 90% dos clientes fazem a compra de um novo bem após quitar outro.

O superintendente de cobranças do HSBC, Wagner Montemurro, afirma que os níveis de inadimplência estão subindo, mas "ainda estão sob controle". "O endividamento médio está subindo, mas estamos controlando para não piorar", disse. Ele ressaltou que a empresa investe em mecanismos de análise de risco, em parceria com Serasa e SCPC, antes da concessão do crédito.

Segundo o superintendente de cobranças da Cetelem, Marcelo Ferreira, a empresa percebe um aumento da inadimplência, mas isso vem sendo gerado principalmente pelo descontrole das finanças pessoais. "Por isso, sempre buscamos oferecer um novo acordo ou um desconto na renegociação da dívida", disse.

Os executivos participaram hoje do quinto congresso anual de recuperação de crédito, promovido pela Aserc. 

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