Empresas já adotam programas para economizar energia

Movimento é crescente e atinge especialmente as companhias de pequeno e médio porte

Ricardo Leopoldo, da Agência Estado,

08 de janeiro de 2008 | 13h10

Diante da redução do volume de água nos reservatórios, situação que pode dificultar o fornecimento de energia no País, as empresas começaram a adotar planos para economizar energia. Segundo o diretor do Departamento de Infra-estrutura da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Saturnino Sérgio da Silva, o movimento é crescente e atinge especialmente as companhias de pequeno e médio porte.Veja também: Estiagem faz governo acionar térmicas Novo apagão pode vir antes de 2010 Ele conta que, diante da escassez de chuvas, os empresários estão apreensivos com a perspectiva de dificuldades no fornecimento de energia elétrica no longo prazo. De acordo com o diretor da Fiesp, para dribrar o problemas, as empresas estão implementando sistemas mais modernos, especialmente a troca de caldeiras movidas a biomassa, que são até três vezes mais eficientes na geração de eletricidade. "Como é preciso 18 meses em média para fazer com que esses sistemas entrem plenamente em funcionamento, quem deseja mitigar os riscos de fornecimento de energia em 2010 está fazendo mudanças nas suas unidades produtivas agora", acrescentou. Silva afirmou que a produção de energia por biomassa tem o potencial de gerar seis gigawatts (GW), o que seria equivalente à geração de eletricidade de duas hidrelétricas do Rio Madeira (RO).Ele pondera que as empresas estão empenhadas em intensificar a adoção de programas de racionalização de energia porque os investimentos necessários podem propiciar um retorno em dois anos e podem economizar até 10% de energia após 12 meses. Para o diretor da Fiesp, a tendência é das empresas ampliarem tais programas de economia de energia, pois estão interessadas em minimizar os riscos de fornecimento de energia para 2010, em meio a uma conjuntura econômica marcada por um ciclo de expansão, que deve ter levado o PIB a registrar um avanço de 5,2% no ano passado e deve registrar uma alta de 4,5% em 2008, como prevê o Banco Central.

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