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Empresas já começam a ampliar licença

Na Fersol, benefício está em vigor há 4 anos e na Nestlé, há um mês

Vera Dantas e Andrea Vialli, O Estadao de S.Paulo

19 de outubro de 2007 | 00h00

A licença-maternidade de seis meses chegou há quatro anos na Fersol, fabricante de produtos químicos para a agricultura, localizada em Mairinque, a cerca de 65 quilômetros de São Paulo. ''''Desde 2003, época que decidimos adotar a prorrogação da licença-maternidade, 50 funcionários já foram beneficiados'''', diz o presidente da Fersol, Michel Haradom.Quando adotou a medida, a empresa empregava 360 funcionários, com 64% de mulheres. Hoje, elas são metade dos 170 trabalhadores da Fersol e apenas uma está em licença. Os homens têm direito à licença-paternidade de dois meses. ''''Já tivemos alguns casos de pais que usaram o benefício. Em ambos os casos incentivamos os funcionários a juntar a licença com as férias'''', diz.Para Haradom, a licença-maternidade é uma conquista da ''''sociedade brasileira, com reflexos positivos nas empresas''''. Ele acredita que as companhias que adotarem a licença mais longa estarão contribuindo para o desenvolvimento de crianças mais saudáveis e adultos mais responsáveis.''''Funcionários com mais benefícios também voltam mais motivados ao trabalho.'''' A Fersol também reserva cotas para funcionários afrodescendentes e homossexuais, conta.Entre as grandes empresas, a Nestlé, com extensa linha de produtos infantis, prorrogou a licença-maternidade em 60 dias, além dos 120 previstos em lei, no mês passado. Com 16.700 funcionários, a companhia tem cerca de 3.300 mulheres empregadas e 50 delas em licença.A Procter & Gamble, fabricante de fraldas, entre outros produtos, está estudando a adesão ao programa Empresa Cidadã da licença-maternidade de seis meses. Mas o diretor de Recursos Humanos, Carlos Relvas,informa que hoje as funcionárias já podem optar por trabalhar em período integral ou meio período até que a criança complete seis meses ou um ano.Para Ricardo Young, presidente do Instituto Ethos, o programa Empresa Cidadã deve ter aceitação entre as companhias por ser de caráter voluntário. ''''Vai funcionar porque é um mecanismo maduro de incentivo e não é mandatório'''', diz.Segundo ele, os dois meses a mais de convivência entre mães e bebês traz benefícios para as mulheres, as empresas e o Estado. ''''A mulher carrega um ônus social muito grande, está submetida à tripla jornada. A extensão do tempo de permanência com os filhos traz benefícios comprovados em termos de saúde pública. A medida vai reduzir o custo do Estado.''''Na avaliação da Federação do Comércio do Estado de São Paulo, que reúne 150 entidades patronais, a medida não esclarece bem os incentivos fiscais e por isso não é possível avaliar os benefícios. A Fiesp também quer analisar a medida com mais profundidade.

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