Empresas 'laçam' instrutores do Senai para vagas

Até mesmo o Senai sofreu baixas diante do crescimento de Pernambuco. Cerca de 50 professores de cursos técnicos foram contratados para cargos em empresas do complexo de Suape, de acordo com o superintendente regional da instituição, Antonio Carlos Maranhão de Aguiar.

Angela Lacerda / RECIFE, O Estado de S.Paulo

30 de agosto de 2010 | 00h00

O dirigente afirma que, por conta da demanda por capacitação, o Senai aumentou o número de professores: há seis anos, eram 130; hoje, são quase 400.

A área de abrangência e o número de cursos oferecidos pelo Senai também foram ampliados. Só para atender ao Prominp, 13 novos cursos foram criados. Com oito sedes distribuídas no Estado, o órgão trabalha em 50 municípios. O número de alunos formados aumentou de 19,4 mil, em 2003, para 48,6 mil, neste ano - um aumento de 150%.

Já o governo de Pernambuco abriu 13 novas escolas técnicas, para um total de 16, com cerca de 13 mil alunos matriculados. Para a superintendente das Agências do Trabalho no Estado, Angela Morshel, as maiores dificuldades para atender à demanda por trabalhadores estarão nas indústrias naval e petroquímica. As obras do interior, de acordo com a superintendente, têm sido mais facilmente atendidas, com contratação de pessoal do sertão e do agreste do Estado.

Há a consciência, no entanto, de que este é só o início do trabalho. A oferta de trabalho na área da construção civil é temporária e dará lugar à necessidade de qualificação de profissionais para posições permanentes das empresas já em operação. / A.L.

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