Covid-19

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Empresas médias foram as mais afetadas

As empresas de médio porte foram as que mais reduziram a intenção de investimento por causa da crise. Em 2008, 92% anunciaram que pretendiam investir. Este ano, o número caiu para 70%, um recuo de 23,9% - bem maior que o verificado nas pequenas e grandes empresas (ver quadro). Segundo o diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), José Ricardo Roriz Coelho, a explicação está na restrição de crédito. Até o ano passado, com o bom desempenho da economia nacional e avanço do crédito, essa fatia de mercado vinha sendo fortemente assediada pelos bancos, especialmente aqueles de médio porte. Mas o agravamento da crise internacional deixou essas instituições financeiras com graves problemas de liquidez. O remédio foi cortar o crédito, que até hoje não voltou ao normal, segundo os executivos.O presidente da Robel Móveis, Pedro Benvindo, conta que o acesso aos empréstimos continua limitado. "Não conseguimos dinheiro no banco nem dando um prédio como garantia." Para complicar ainda mais a situação, diz ele, a empresa iniciou um grande investimento em 2008 e não conseguiu brecar o projeto com o início da crise. "Fomos obrigados a usar capital de giro para continuar os investimentos, o que nos deixou em situação delicada."Por causa disso, a empresa afastou qualquer tipo de expansão neste ano. "Em 2009, não teremos novo investimento. Só não cortamos o cafezinho e o bom dia, que são de graça", brinca o executivo, que nos últimos meses viu seu faturamento recuar 50%. Essa queda na atividade tem exigido uma série de estratégias para não demitir os funcionários. "Trabalhamos numa semana, paramos em outra. Mas tenho fé que o mercado vai retomar em abril."De acordo com a sondagem da Fiesp, o volume de investimento das médias empresas caiu de 5,8% do faturamento, em 2008, para 4% este ano. O porcentual é menor inclusive que o das pequenas empresas, que pretendem investir 4,8% do faturamento em 2009.

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