Empresas mundiais anunciam mais de 79 mil demissões nesta 2ª

Na tentativa de reduzir custos diante da crise mundial, empresas dos EUA, Europa e Japão cortam empregos

Nathália Ferreira, da Agência Estado,

26 de janeiro de 2009 | 14h48

Diante da crise econômica global e na tentativa de reduzir os custos, empresas nos Estados Unidos, Europa e Japão anunciaram nesta segunda-feira, 26, mais de 79 mil demissões, com destaque para o conglomerado Caterpillar, que cortará 20 mil empregos, ou cerca de 18% de sua mão de obra, por causa da redução da demanda. Veja também:Desemprego, a terceira fase da crise financeira global De olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise  Logo cedo, a agência de notícias japonesa Jiji Press informou que as 12 maiores montadoras do Japão esperam cortar um total de 25 mil empregos no atual ano fiscal, que termina em 31 de março, para lidar com o declínio do setor. Na Europa, a Corus, segunda maior siderúrgica europeia em produção, irá eliminar 3,5 mil empregos, além das 500 demissões anunciadas anteriormente. No total, 9,5% da força de trabalho da empresa será dispensada. A Corus irá estender o corte de 30% na produção até o segundo trimestre deste ano em consequência da desaceleração da economia. A Philips, fabricante holandesa de produtos eletroeletrônicos, como aparelhos de barbear, televisores e equipamentos médicos, anunciou novos planos de corte de custos, incluindo a demissão de 6 mil funcionários em todo o mundo. A Pfizer, que anunciou a compra da Wyeth em um acordo avaliado em US$ 68 bilhões, disse que irá eliminar 10% da sua força de trabalho, o que equivale a mais de 8 mil funcionários. A Sprint Nextel, por sua vez, vai cortar cerca de 8 mil empregos, ou 13% de sua força de trabalho total, em todos os seus níveis. A General Motors irá demitir mais 2 mil trabalhadores, em Ohio e Michigan, nos EUA, enquanto a Home Depot irá eliminar 7 mil empregos. Fiat faz ameaças O executivo-chefe da montadora italiana Fiat, Sergio Marchionne, afirmou que existe risco de que cerca de 60 mil trabalhadores do setor automobilístico da Itália percam o emprego se o governo não intervir para ajudar, de acordo com informações da agência de notícias Ansa. "Esperamos do governo uma intervenção para todo o setor automobilístico, que está vendendo 60% menos neste ano", afirmou Marchionne, dois dias antes de uma reunião no escritório do primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, para discutir uma potencial ajuda ao setor. Na semana passada, após a Fiat anunciar que a liquidez do grupo caiu para € 3,86 bilhões (US$ 5,01 bilhões) no fim de 2008, Marchionne afirmou que está trabalhando para conseguir a liquidez necessária para manter as operações da companhia e que não recusaria um empréstimo do governo italiano. Veja as demissões desta segunda Caterpillar - 20 mil empregos Corus - 3,5 mil empregos, além das 500 demissões anunciadas anteriormente ING - 7 mil Philips - 6 mil Pfizer - 8 mil Sprint Nextel - 8 mil empregos General Motors - 2 mil trabalhadores, em Ohio e Michigan Home Depot - 7 mil empregos Japão - Doze empresas do setor automotivo anunciaram que vão cortar 25 mil postos de trabalho até março

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