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Empresas nascem nas universidades

Com base em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, a Optimale, especializada em soluções computacionais para gestão ambiental, foi idealizada com base na experiência dos seus fundadores em laboratórios de pesquisa dentro de universidades.

Daniela Rocha, especial para o Estado,

05 de junho de 2013 | 16h04

A empresa foi constituída em 2009, quando obteve R$ 120 mil da Finep através do programa Prime (Primeira Empresa Inovadora). Logo na sequência, recebeu duas bolsas, uma federal (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, CNPq) e outra estadual, para pagamento dos mestres e doutores envolvidos nos projetos, somando R$ 350 mil. Em 2011, teve aporte de mais R$ 230 mil do Programa de Apoio à Pesquisa em Empresas na Modalidade Subvenção Econômica a Micro Empresas e Empresas de Pequeno Porte (Pappe/Finep). Atualmente, a empresa oferece serviços em seis Estados, entre eles, monitora a produção de água no Acre, os reservatórios de Aracaju e o nível de chuva e capacidade de drenagem urbana em Campo Grande.

A Optimale também desenvolveu sistemas para verificação, em tempo real, do consumo de água, energia e gás em residências. "Identificamos as oportunidades e estruturamos os projetos para buscar os recursos para o negócio girar. Esses estímulos foram importantes. Hoje, estamos escrevendo um projeto para captar subvenção da Finep no programa TI Maior", destaca o engenheiro e diretor de tecnologia da Optimale, Peter Batista Cheung. Segundo ele, os empreendedores precisam saber escrever muito bem os projetos para terem acesso aos programas governamentais de apoio à inovação. Além disso, muitas vezes, as contrapartidas exigidas não precisam ser bens.

Outra empresa que nasceu da ideia de estudantes, no caso, dentro da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) foi a D’accord Music Software, que desenvolve ferramentas e aplicativos voltados para o aprendizado de violão, guitarra, teclado e bateria.

Entre 2002 e 2008, os sócios conseguiram bolsas do CNPq para pesquisas e também investiram capital próprio. "Colocamos dinheiro na empresa, o pouco que a gente tinha. Nessa área de TI não é necessário muito dinheiro para fazer algo interessante. Começamos com dois computadores e dois bolsistas", diz Américo Amorim, um dos sócios. Depois, para atingir maior escala, eles buscaram subvenção da Finep e conseguiram, em 2009, a liberação de R$ 1,6 milhão. Foi necessária uma contrapartida de R$ 600 mil, preenchida pelo caixa da empresa. A companhia exporta para mais de 100 países e passou recentemente a atuar na área de educação em parceria com editoras. "Por exemplo, desenvolvemos o jogo do Enem no Facebook, que já conta com 130 mil fãs", afirma Amorim. 

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