Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

Empresas orientam funcionários a trabalhar em casa durante greve

Home office foi determinação dada por empresas para evitar improdutividade no dia de greve

Matheus Lara, O Estado de S.Paulo

28 Abril 2017 | 15h03

Trabalhar em casa foi a orientação recebida por diversos empregados para esta sexta-feira de greve em todo o País. Em São Paulo, algumas empresas formalizaram via departamentos de Recursos Humanos a decisão de que seus funcionários deveriam cumprir as atividades do dia à distância, relatam funcionários.

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"A orientação oficial do RH foi que todos fizessem home office" relata Leandro Ramos, que trabalha com logística em uma multinacional. Ele conta que a justificativa foram os possíveis problemas relacionados a transporte e segurança. " Ir ao escritório só em último caso. Procuramos antecipar o máximo de coisas no dia anterior. Achei o mais indicado, estava difícil prever como seria hoje".

Para Wesley Araújo, que trabalha com edição e tratamento de imagens, trabalhar em casa foi uma boa experiência, mas a falta de estrutura adequada foi um problema. "Dá para trabalhar com as ferramentas que tenho, mas as do trabalho são melhores. A estrutura da empresa é mil vezes melhor", relata.

A designer digital Flávia Vieira, que trabalha na região da Avenida Paulista, também teve um dia de trabalho diferente. "A paralisação deu pistas que seria muito grande. Então, ficou combinado que ninguém iria para o escritório por conta da dificuldade de mobilidade. Achei a solução ideal".

Para Carolina Decresci, que trabalha em uma agência de comunicação, o acordo com a empresa nesta sexta também foi positivo. "Gosto da ideia de home office. Sinto que o dia é mais produtivo e acaba tendo menos interrupções", opina. Ela conta que a empresa decidiu optar pelo home office porque em outra paralisação, em março, alguns funcionários atrasaram e tiveram que sair mais cedo do local de trabalho, o que teria tornado o dia improdutivo.

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