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Empresas pagam R$ 360 milhões a clientes por apagões

Valor refere-se ao tempo que consumidor ficou sem luz acima dos limites estabelecidos pela Aneel em 2010

Renato Andrade e Karla Mendes, O Estado de S.Paulo

28 de maio de 2011 | 00h00

As empresas de energia tiveram de desembolsar R$ 360,2 milhões no ano passado para compensar clientes por apagões e demora no reestabelecimento dos serviços. As distribuidoras da Região Norte, onde estão 4,7% dos consumidores de eletricidade do País, bancaram quase um terço de tudo o que foi pago.

Isso não é surpresa. Enquanto os brasileiros sofreram, em média, 11 cortes de energia no ano passado, os moradores do Norte ficaram quase 50 vezes no escuro. A região é a única do País que tem registrado piora em seus indicadores de qualidade no fornecimento de energia elétrica.

De acordo com o balanço divulgado ontem pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), as compensações pagas pelas seis empresas que operam no Norte somaram R$ 114,5 milhões, superando os R$ 111,9 milhões desembolsados pelas 22 distribuidoras do Sudeste, região que abriga 45% dos consumidores de energia do País.

A Celpa, empresa do grupo Rede Energia que opera no Pará, lidera o ranking de pagamento de compensações. A empresa desembolsou R$ 82 milhões, o equivalente a 22,8% de tudo o que foi pago pelas distribuidoras no País. O número de pagamentos também é recorde. Foram mais de 14 milhões, sendo que a empresa atende apenas 1,7 milhão de unidades, espalhadas por 143 municípios. Isso representa uma média de oito compensações para cada cliente.

"Efeitos climáticos". A concessionária paraense argumenta que os sistemas elétricos da região Norte são "suscetíveis aos efeitos climáticos e geográficos do ecossistema amazônico", como fortes chuvas, vasta vegetação e dificuldade de acesso à algumas localidades. "Isso influencia na frequência e duração dos desligamentos."

O pagamento de compensações passou a valer no início de 2010, depois que a Aneel resolveu suspender a cobrança de multas contra as empresas para transformá-las em pagamentos diretos aos consumidores prejudicados. A compensação é paga na forma de um crédito na conta de luz, que deve ser repassado até dois meses depois que a interrupção tenha ocorrido.

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