Empresas pedem urgência na reforma tributária

Os empresários que participam hoje da audiência pública sobre reforma tributária - na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio, na Câmara - pediram urgência na votação e implantação da mudança na estrutura tributária do País. O representante da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Carlos Mariani, afirmou que esse pedido de urgência se deve ao aumento da competitividade que resultará do fim da crise financeira internacional.

ISABEL SOBRAL, Agencia Estado

24 de junho de 2009 | 14h00

"Estamos vendo que a saída da crise criará mais competição, porque os países mais bem estruturados também terão melhores condições de ofertar seus produtos no mundo", afirmou Mariani. Acrescentou que a CNI não vê, no Brasil, condições de investimentos para enfrentar essa nova situação.

O representante da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Rodolfo Tourinho, acrescentou que, no Brasil, o setor industrial foi o que mais perdeu com os efeitos negativos da crise. "Por isso, é urgente promover uma desoneração de investimentos e de exportações para que a indústria possa se recuperar e ainda competir lá fora", afirmou Tourinho.

Já o representante da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Roberto Ferreira, concordou com a visão da CNI de que o foco da reforma tributária tem de ser a ampliação da competitividade do setor produtivo. Na avaliação de Ferreira, o modelo proposto pelo governo tem méritos, mas precisa de muitos ajustes, como a inclusão do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na estrutura do futuro IVA (Imposto sobre Valor Agregado) federal. Na esfera da União, a proposta de reforma tributária cria o IVA federal e mantém o IPI e o Imposto de Renda.

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