Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Empresas pedem veto a saques do FGTS para amortização de dívidas do Fies

Na avaliação do representante das construtoras, a medida vai gerar um rombo de R$ 27 bilhões e comprometer o financiamento à compra e construção de imóveis residenciais no País

Circe Bonatelli, O Estado de S.Paulo

10 de outubro de 2017 | 15h49

O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), José Romeu Ferraz, pediu aos congressistas que vetem a liberação de saques do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para amortização ou quitação de financiamento do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Na avaliação do representante das construtoras, a medida vai gerar um rombo de R$ 27 bilhões no FGTS e comprometer o financiamento à compra e construção de imóveis residenciais no País.

"O FGTS deixaria de ser um fundo que objetiva investimento em habitação, saneamento básico e infraestrutura urbana, além de ser pecúlio proporcional ao tempo de serviço para o trabalhador, e passaria a ser apenas uma conta corrente", afirmou Romeu Ferraz, em carta enviada nesta terça-feira, 10, pelo sindicato aos membros da Comissão Mista do Congresso encarregada do exame da Medida Provisória que modifica as regras do Fies.

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O presidente do sindicato afirmou que, no fim de 2017, a dívida do Fies atingirá R$ 90 bilhões, enquanto a disponibilidade atual do FGTS é de cerca de R$ 80 bilhões. "Se a proposta for aprovada, teremos o colapso do crédito habitacional para a baixa renda e a redução drástica das obras de saneamento e mobilidade urbana, principalmente aquelas promovidas pelas prefeituras", apontou.

Ele também argumentou que o novo Fies não foi estruturado pelo governo federal com base nos recursos do FGTS, mas sim com base no Orçamento Geral da União. 

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