Empresas poderão contratar menos que o habitual neste fim de ano

Para coordenador da Fundação Seade, nos momentos de baixa atividade não houve redução do emprego; por isso empresas poderão contratar menos agora  

Francisco Carlos de Assis, da Agência Estado,

31 Outubro 2012 | 12h23

SÃO PAULO - A mudança mais recente no comportamento dos empregadores no trato com os empregados, que mesmo em momentos de baixo crescimento econômico não coincidiram com demissões, poderá levar a um menor número de contratações agora no final do ano. Não é uma previsão estatística, mas qualitativa que o coordenador da Fundação Seade, Alexandre Loloian, faz quando perguntado se espera um aumento nas contratações com a chegada do final do ano, período em que sazonalmente se verifica expressiva abertura de vagas temporárias.

De acordo com Loloian, nos momentos de baixa atividade não se verificou redução do emprego. Por isso as empresas poderão contratar menos neste final de ano do que costuma mostrar o padrão sazonal. "Há sinais de mudança no comportamento dos empregadores no trato com seus empregados. Com a baixa atividade não se verificou redução do emprego. O que pode acontecer agora com a retomada do crescimento é as empresas não contratarem muita gente", disse Loloiam.

Para o coordenador da Seade, da mesma forma que empresas e sindicatos avançaram na implementação de bancos de horas como "uma coisa civilizada" para absorver oscilações e altas e baixas da economia sem mexer no emprego das pessoas, há que se encontrar forma de as empresas poderem contratar mais nos momentos de aquecimento da economia.

Contudo, a despeito de as empresas não necessitarem contratar muito neste final de ano, o cenário da Fundação Seade e do Dieese de que o nível de emprego poderá crescer neste final de ano se mantém. "Isso não quer dizer que nosso cenário vai mudar porque trabalhamos com base no mercado interno e este vai continuar positivo", diz Loloiam.

Ana Maria Belavenuto, analista do Dieese - responsável pela Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) em sete regiões do País -, prefere não se comprometer com uma taxa de crescimento do emprego no final do ano. Ela alega que no mercado de trabalho as coisas não seguem uma trajetória linear, mas que "há sinais de sazonalidade" que levará a uma melhora no emprego no período.

Mais conteúdo sobre:
dieese empresas queda contratação

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.