Empresas preparam-se para a SEC

As novas regras da Securities & Exchange Commission (SEC) estão influenciando as companhias brasileiras que têm ações negociadas no Exterior. Essas empresas não são obrigadas a se adequar às normas americanas. No entanto, algumas preferem assimilar as mudanças, a fim de manter a atratividade para os investidores.O diretor financeiro da Globocabo, Leonardo Pereira disse que as regras da SEC se encaixam na filosofia da empresa de relacionamento com o mercado. Pereira contou que as informações eventualmente fornecidas pela Globocabo em consultas particulares dos analistas serão tornadas públicas, como manda a SEC. Para o diretor financeiro da Gerdau, Osvaldo Schirmer, as empresas brasileiras que decidiram acessar o mercado externo devem levar as novas regras em consideração, já que podem ser um diferencial para os investidores. A Gerdau já divulga em seu site na Internet o texto de apresentação usado nas teleconferências trimestrais para divulgação de resultados. Como reação às novas regras, esses eventos passarão a ser abertos na Internet, de forma que todos os investidores possam ouvir a apresentação e as perguntas dos analistas. No Brasil, o assunto é regulado pela Instrução nº 31 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A autarquia estabelece que as companhias têm obrigação de comunicar e divulgar fatos relevantes, entendidos como os eventos que podem afetar a cotação das ações e a decisão dos investidores.

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