Empresas que abrem capital captam recursos mais fácil e aumentam a participação no mercado
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Empresas que abrem capital captam recursos mais fácil e aumentam a participação no mercado

Custos para realizar IPO na B3 gira em torno de 4,9% do valor distribuído, e 80% são desembolsados após a captação dos recursos

B3, Estadão Blue Studio
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21 de outubro de 2021 | 15h36

A abertura de capital é a melhor forma de captar recursos. Essa é a avaliação de 93% dos entrevistados da Pesquisa “Custos de Operação como Companhia Aberta”, realizada pela B3, a bolsa do Brasil, e a Deloitte. Além disso, sete de cada dez empresas participantes da pesquisa tiveram como motivação da abertura de capital a captação de recursos no mercado. Aumentar a abrangência e a participação no mercado também foi apontada como uma motivação por metade dos entrevistados.

Apesar de a maioria esmagadora reconhecer o IPO como uma ferramenta importante para a captação de valores no mercado, ainda há muitas dúvidas em relação aos custos para a abertura de capital. “Uma das principais perguntas que as companhias nos fazem é quanto ao custo para abrir o capital e para se manter como companhia aberta”, relata Rafaela Vesterman Araujo, gerente de relacionamento com as empresas da B3. Ela observa que não existe um custo fixo, cada caso é um caso, mas estudos realizados pela B3 com a Deloitte mostram uma média desses desembolsos.

Segundo levantamento realizado a partir de dados divulgados de ofertas públicas entre 2004 e maio do ano passado, 4,9% do valor distribuído é a média dos custos totais para abertura de capital. Sendo que 3,9% deste percentual são destinados para o pagamento de comissões de colocação, coordenação, garantia de liquidação e incentivo. O 1% vai para o pagamento de advogados, consultores, publicidade e auditoria. “É importante destacar ainda que 80% dos custos são desembolsados depois da captação dos recursos”, salienta Rafaela. “Além disso, a empresa não pode olhar o custo por si só, porque não vai ter custo de juros que vai pagar aos credores. IPO é mais do que a modalidade de captação de recursos, engloba diversas outras questões”, diz. Outro estudo realizado com dados entre 1994 e 2020 mostra que quanto maior a oferta menor o percentual que será desembolsado, com 6,4% para ofertas de até R$ 200 milhões e, para ofertas acima de R$ 1 bilhão, a média ficou em 4,2%.

De acordo com o estudo, a média anual dos gastos que as empresas tiveram para manterem-se como companhia aberta é baixa em relação à receita líquida, com mais da metade das empresas pesquisadas indicando que os custos recorrentes como companhia aberta não passaram de R$ 1,5 milhão nos últimos dois anos. Empresas com receita líquida anual menor de R$ 300 milhões desembolsaram R$ 800 mil em 12 meses para se manterem como companhia de capital aberto; com receita entre R$ 300 milhões e R$ 1 bilhão, gastaram R$ 1,09 milhão; entre R$ 1 bilhão e R$ 2 bilhões, foram necessários R$ 2,37 milhões; e com receita líquida superior a R$ 2 bilhões tiveram que desembolsar R$ 3,85 milhões.

“Para empresas com faturamento anual inferior a R$ 300 milhões, a média de gastos é de R$ 800 mil ao ano, ou seja, 0,3% do faturamento. Companhias com receita líquida superior a R$ 2 bi média desembolsam 0,2% do faturamento”, exemplifica. “Resumindo, o custo para manter companhia de capital aberto fica entre 0,2 e 0,3% do faturamento da companhia”, diz Rafaela Vesterman Araujo. Dentro destes valores estão custos para manter área de RI (Relação com Investidores), manutenção de registro, auditoria financeira e consultoria, por exemplo.

Carlos Zanotta, especialista em IPO da Deloitte, destaca ainda que o custo para abrir capital aqui no Brasil é mais baixo do que em outras economias e isso é reflexo do esforço realizado pela B3 e pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) na busca para reduzir esses valores. “Existe um trabalho grande, e o resultado é custo mais baixo sem que isso prejudique o investidor, já que os requerimentos de informações são exatamente os mesmos que de outras economias”, afirma Zanotta.

Outro ponto que deve contribuir para que mais empresas busquem a abertura de capital, conforme lembra ele, é que até ano passado para fazer a listagem era necessário já ter departamentos de auditoria interna e compliance já no primeiro protocolo. “Agora, caso o IPO tenha sucesso, as empresas têm até um ano para implementar essas áreas e isso também ajudou bastante para redução de custos”, avalia.

Vale lembrar que entre as vantagens elencadas pelas empresas em abrir capital estão: a maior visibilidade no mercado, processo e controle, profissionalização e administração, e a troca com investidores pode agregar muito até nas decisões estratégicas da empresa. “Temos visto ainda que uma área que está crescendo bastante recentemente é o mercado de M&A (fusões e aquisições) e a empresa listada tem benefício para fazer novas aquisições”, complementa.

 

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