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‘Empresas que não se movimentarem nas questões ESG ficarão para trás’, diz analista da XP

No ano passado, a maior corretora do País decidiu incorporar a análise ESG em suas recomendações de investimento

Fernanda Guimarães, O Estado de S.Paulo

01 de fevereiro de 2021 | 05h00

O aumento da atenção dos investidores em relação às questões relacionadas ao meio ambiente, social e de governança (ESG, pela sigla em inglês) ganhou destaque na pandemia. Depois do exemplo dos grandes investidores da Europa, que colocaram pressão sob o Brasil em relação à Amazônia, o mercado local começa a acompanhar mais de perto o assunto, conta a analista ESG da XP Investimentos, Marcela Ungaretti. Foi no ano passado que a maior corretora do País decidiu incorporar a análise ESG em suas recomendações de investimento. Confira a entrevista.

Como está o interesse do investidor local na pauta ESG?

Estamos ainda no começo, mas cada vez mais investidores locais olham para isso. Fizemos um roadshow com mais de 30 investidores institucionais locais e ficamos surpreendidos positivamente. Há um número considerável de gestoras incorporando o ESG aos seus critérios de investimento. Do lado das pessoas físicas é notável o interesse no tema.

Como as empresas estão tratando esse tema?

As empresas estão em estágios diferentes dessa jornada. A divulgação de informações ainda precisa ser desenvolvida, não há um padrão. Mas temos visto as companhias se movimentando. As empresas que não perceberam, ainda, que esse tema é importante vão ficar para trás.

Como é feita a análise das empresas?

Temos tentado entender como cada uma leva a agenda ESG para suas práticas. Olhamos o relatório de sustentabilidade para buscar os indícios de como as empresas estão evoluindo e acompanhamos essa evolução. Também é importante ver como a empresa está se organizando nessa jornada. Há metas? Como é o alinhamento em relação ao tema em termos de estrutura? Temos tentado entender onde fica a área de sustentabilidade e a quem essa área responde dentro da estrutura.

Quais são algumas das tendências em relação a esse tema para 2021?

Dentre elas está o aumento da importância do pilar social, que está dentro da frente de governança, que ganhou mais força na pandemia – esse foi um catalisador sobre esse tema. Investidores estão exigindo boas práticas e relação ao social, o que inclui diversidade e inclusão. O pilar ambiental tem também cada vez mais importância, com um destaque para as questões climáticas. Outra é a economia circular, com as empresas precisando repensar sobre o uso de matérias-primas.  

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