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Empresas se preparam para alta nas vendas

Depois de São Paulo, outras 40 cidades estudam criar incentivos

Andrea Vialli, O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2025 | 00h00

Os fabricantes de equipamentos para aquecimento solar já registram aumento da demanda e se preparam para uma avalanche de pedidos que devem acontecer em 2008, tão logo a lei de incentivo paulistana - atualmente em fase de regulamentação - entre em vigor. "Estamos sendo bastante procurados, mas o resultado efetivo virá a partir do primeiro semestre de 2008", afirma Luís Augusto Mazzon, diretor-presidente da Soletrol, fabricante de equipamentos de São Manoel (SP). "Vamos aumentar o nosso efetivo em 25%. Já estamos contratando gente nas áreas de produção, comercial e engenharia", avisa Mazzon, que prevê fechar 2007 com crescimento de 30% em relação a 2006. O prenúncio de um novo apagão, o aumento das preocupações com as mudanças climáticas e a redução do preço dos equipamentos movimenta esse mercado, que cresceu 15% ao ano nos últimos cinco anos. Hoje, um equipamento básico para aquecimento solar - formado por um coletor (painel), reservatório e um sistema hidráulico, que liga o reservatório às torneiras e chuveiros - já pode ser adquirido por R$ 1,5 mil. De acordo com Carlos Faria, do Departamento de Energia Solar da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava), os incentivos municipais darão mais impulso ao mercado. "São Paulo é o mercado mais importante do País e a Lei 11.228, de incentivo à energia solar, já influencia outras capitais. "Salvador e Rio estudam projetos de incentivo à energia solar. "Há cerca de 40 cidades em todo o País com projetos de lei nesse campo", diz Faria. Em países como Espanha e Alemanha, os incentivos vão além: o governo subsidia 50% do valor dos equipamentos."A Transsen, de Birigui (SP), vai investir R$ 10 milhões nos próximos três anos no desenvolvimento de tecnologias para o setor. Só no primeiro semestre deste ano as vendas da empresa aumentaram 20%. "Esse mercado está aquecido e tem potencial de crescimento. Esperamos um salto nas vendas em 2008", diz Edson Pereira, vice-presidente da Transsen. "Hoje temos, no Brasil, 1,5 m2 de painéis solares para cada grupo de 100 habitantes. Países como Israel tem 67 m2 por cada 100 habitantes. Faltava incentivo." Outra fabricante que vem se preparando para o aumento dos pedidos é a Heliotek, de Barueri. A empresa espera fechar 2007 com crescimento de 30% nas vendas. "Para 2008 esse salto será mantido. O aquecimento solar está na moda, por questões de economia energética e de ecologia", diz Jayme Sillos, gerente de vendas da Heliotek. Hoje existem cerca de 120 fabricantes de equipamentos para aquecimento solar no País e cerca de 2,5 mil revendas e instaladoras. "O apagão de 2001 contribuiu para tornar a tecnologia mais conhecida da população", observa Sillos.

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