Empresas se preparam para o dissídio

As maiores e mais importantes categorias profissionais do País têm dissídio coletivo neste final de ano, mas há tranqüilidade no meio empresarial sobre o que podem significar essas negociações. O presidente da Federação do Comércio de São Paulo (FCESP), Abram Szajman, acredita que os reajustes ficarão entre 3% e 4%.Ele estima que as empresas negociarão reajustes com base na inflação futura, que deverá ficar em torno dos 4% no ano que vem. Os recursos que alguns setores esperam para expandir as vendas no segundo semestre, na sua opinião, serão restritos. O comércio deverá fechar o ano com crescimento de 5%, já considerando os recursos do 13º salário e das férias. Aposta na queda dos juros"Ainda estamos em período de recuperação da economia. A maior possibilidade de o comércio melhorar é se os bancos começarem a concorrer uns com os outros, reduzirem os juros e ampliarem os prazos de financiamento", afirma. Szajman lembra que o setor ainda está vendendo menos que no primeiro ano do real. Na sua avaliação, o repique da inflação já está superado e a taxa anualizada deve ficar em torno de 6,5% a 7%. Mas a maior aposta do empresário é na queda dos juros. Abram Szajman acha que as taxas devem continuar caindo, mesmo que no varejo as taxas continuem altas. "

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