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Empresas tentam contornar baixa produtividade nacional

Na indústria de máquinas, idade média dos equipamentos chega a 20 anos; na Alemanha, fica entre 5 e 7 anos

Luiz Guilherme Gerbelli, O Estado de S.Paulo

12 Junho 2016 | 10h36

SÃO PAULO - Na realidade das empresas brasileiras, a baixa produtividade do Brasil acaba sendo exemplificada de diversas maneiras. Na indústria de máquinas e equipamentos, a idade média do parque fabril está entre 17 e 20 anos, o que torna as empresas menos eficientes e competitivas. Na Alemanha, umas das principais economias industriais do mundo, varia de 5 a 7 anos. 

“Como não há investimento no País, o maquinário brasileiro foi envelhecendo”, afirma José Velloso, presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). “Há 20 anos, praticamente não existia internet. A tecnologia sempre avançou de forma rápida e, depois do surgimento da internet, foi mais rápido ainda”, afirma.

Alento. Há, porém, iniciativas individuais de empresas que, de alguma forma, estão trazendo alento e ajudando a contornar a baixa produtividade da indústria nacional.

 

A fabricante de uniformes Vectra Work, por exemplo, criou um comitê dentro da companhia com o objetivo de aumentar a produtividade, após notar uma queda na rentabilidade. As ideias viraram um plano de ação em todos os setores e hoje a empresa consegue produzir 18% a mais com a mesma quantidade de funcionários. “Nós conseguimos hoje produzir produtos de maior valor agregado”, diz Ronaldo da Silva, diretor-geral da companhia.

Na fabricante de roupas infantis Brandili, a mudança na expedição, que passou a ser robotizada neste ano, e na estrutura do estoque - que passou a ser vertical - fez com que a empresa conseguisse elevar a produtividade. A expedição pode hoje atender 528 pedidos simultâneos. Antes, eram 478.

“Também conseguimos reduzir em 30% a quantidade de mão de obra na expedição”, diz Sigfrid Hornburg, gerente de logística da Brandili. 

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