Empresas veem cenário difícil para brasileiros

Ao divulgar os resultados trimestrais, algumas companhias americanas pioraram as previsões de negócios para o País e esperam um quarto trimestre também complicado

Altamiro Silva Júnior, correspondente, O Estado de S.Paulo

27 de outubro de 2015 | 02h04

Presidentes e diretores de grandes multinacionais dos EUA, como General Motors, Caterpillar e American Airlines, veem um cenário difícil para o Brasil nos próximos meses, com a recessão podendo se estender e ficar mais forte, e o consumo doméstico seguir em queda. Ao divulgar os resultados trimestrais, algumas empresas pioraram as previsões de negócios para o País e esperam um quarto trimestre também complicado.

"Não há realmente recuperação econômica clara à vista", afirmou a presidente executiva da General Motors, Mary Barra, na teleconferência para comentar o balanço, destacando que a situação na América do Sul é "desafiadora". O presidente executivo da 3M, Inge G. Thulin, vê um cenário também "desafiador" para o Brasil nos próximos dois anos.

A palavra "desafiador", aliás, foi usada diversas vezes por vários executivos nos EUA para discutir a situação econômica no Brasil, marcada por queda nas vendas e pela desvalorização do real. Ontem, o americano Bank of America Merrill Lynch piorou a projeção de retração do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2016 e agora espera queda de 3,5%. Além disso, prevê contração de 7,6% no investimento e de 4,7% para o consumo privado no ano que vem, ambas as projeções piores do que o anteriormente estimado pelo banco.

Algumas empresas também têm piorado as projeções para os negócios no Brasil. A Whirlpool, maior fabricante de eletrodomésticos do mundo, melhorou a expectativa de crescimento da demanda para a América do Norte, ao mesmo tempo em que aumentou a previsão de queda nos negócios da América Latina, de 15% para 20%, pior do que o esperado para a Ásia (retração de 2%). / A.S.J.

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