Empresas veem condições melhores para os negócios

Os números mais positivos são relativos à indústria de transformação

O Estado de S.Paulo

04 de agosto de 2016 | 03h00

Três pesquisas da Fundação Getúlio Vargas (FGV) sobre a confiança dos empresários da indústria, do comércio e dos serviços mostraram resultados positivos em julho, reforçando a convicção dos especialistas de que não apenas as expectativas melhoram, mas também as condições atuais dos negócios nos vários setores de atividade. No tocante ao setor secundário da economia, os indicadores da FGV confirmaram a avaliação da Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp) de que a situação evoluiu favoravelmente entre maio e junho, como mostrou o Indicador de Nível de Atividade (INA), com crescimento de 0,8% no período.

Os números mais positivos são relativos à indústria de transformação. Medidos pelo Índice de Confiança da Indústria (ICI) da FGV, houve aumento em 18 dos 19 principais segmentos da pesquisa. O ICI avançou 3,7 pontos entre junho e julho, atingindo 87,1 pontos – ou 11,4 pontos acima do de julho de 2015.

O número ainda é inferior à média de 100 pontos que separa os campos negativo e positivo, mas acumula alta de 13,6 pontos em relação ao mínimo atingido em agosto de 2015. Ainda mais importante, segundo o economista Aluísio Campelo Jr., superintendente adjunto para Ciclos Econômicos do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV), foi a alta expressiva “do indicador de satisfação com a situação presente dos negócios, dando mais consistência à tendência de recuperação da confiança na indústria”. Consolida-se, assim, “a percepção de melhora gradual do ambiente de negócios no setor”, acrescentou Campelo.

O resultado do Índice de Confiança de Serviços (ICS) também foi favorável, apresentando a quinta alta consecutiva e atingindo o maior nível desde maio de 2015, de 76 pontos. A melhora, neste caso, ainda foi vista como “discreta” pelos especialistas da FGV, mas é confirmada pelo avanço do nível de utilização da capacidade instalada das empresas nos últimos dois meses.

O Índice de Confiança do Comércio (Icom) da FGV atingiu 74,9 pontos em julho, crescimento de 10 pontos em relação ao mínimo histórico, verificado em dezembro. O maior problema do comércio está na demanda insatisfatória dos consumidores, decorrente da queda do emprego e da remuneração real.

Segundo o departamento econômico do Bradesco, as sondagens reforçam a expectativa de que a atividade vai parando de cair. Mas a retomada ainda não está à vista.

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