Empréstimo à Grécia com juro alto não faz sentido, diz FMI

Segundo economista-chefe do Fundo, taxas elevadas prejudicariam a recuperação do país

Cynthia Decloedt, da Agência Estado,

20 de abril de 2010 | 08h29

A concessão de empréstimos à Grécia a taxas muito elevadas não faria sentido, uma vez que prejudicaria a recuperação da economia do país, disse o economista-chefe do FMI, Olivier Blanchard, ao jornal francês Le Monde. Recentemente, a União Europeia divulgou um plano de ajuda financeira à Grécia, com participação do FMI, de pelo menos 30 bilhões de euros à taxa de 5%, inferior à taxa cobrada do país pelo mercado.

 

Blanchard afirmou também que os governos de outros países precisam considerar ajustes em seus orçamentos a fim de evitar um crescimento excessivo da dívida pública, criado em consequência da crise global, mas que a velocidade de tal ajuste dependerá da posição em que cada país está. Ele sugeriu outras maneiras, além de corte nos gastos públicos, para controlar os déficits, como elevação da idade para aposentadoria em alguns países, o que aumentaria o consumo.

 

Blanchard acrescentou que os países não deveriam olhar apenas para as taxas de inflação para garantir a estabilidade financeira, mas também monitorar indicadores tais como conta corrente, preços dos imóveis e a alavancagem criada na economia por produtos financeiros. As informações são da Dow Jones.

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