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Empréstimos da UE ao FMI deve cair dos esperados € 200 bi

Ideia é destinar 150 bilhões de euros para ajudar países europeus em dificuldade. Outros 50 bilhões de euros devem vir de nações da UE de fora da zona do euro

Gabriel Bueno, da Agência Estado,

19 de dezembro de 2011 | 12h18

Os ministros de Finanças da zona do euro tentarão nesta segunda-feira fechar um acordo para um empréstimo ao Fundo Monetário Internacional (FMI), mas a União Europeia como um todo dificilmente chegará à meta de 200 bilhões de euros estabelecida pelos líderes em 9 de dezembro, disseram funcionários do FMI e da zona do euro.

"Haverá um esforço para conseguir um acordo sobre os 150 bilhões de euros comprometidos pela zona do euro, mas não é certo que isso aconteça hoje e certamente parece que ficaremos atrás do total de 200 bilhões de euros para toda a UE", afirmou um graduado funcionário do FMI, com conhecimento direto das conversas.

Os ministros das Finanças realizarão uma conferência por telefone mais tarde nesta segunda-feira, para tratar da decisão tomada em um encontro da UE de destinar 150 bilhões de euros de suas reservas em empréstimos ao FMI. A intenção é que o ampliado poder de fogo do Fundo ajude países europeus em dificuldade. Outros 50 bilhões de euros devem vir de nações da UE de fora da zona do euro.

"Até agora temos apenas um compromisso claro da Dinamarca de até 5,5 bilhões de euros. A Suécia pode também contribuir junto com a Polônia, mas o quadro não está claro para outros países, incluindo a Alemanha, enquanto o Reino Unido não parece disposto a participar agora", afirmou um graduado funcionário da zona do euro.

"É um clássico exemplo da Europa decidindo algo que na verdade não quer ou não pode finalizar", acrescentou a fonte europeia.

Mais recursos

O presidente do Banco Central da Suécia, Stefan Ingves, disse na semana passada que a instituição poderia emprestar até 100 bilhões de coroas suecas (US$ 14,3 bilhões) ao FMI.

A fonte do FMI afirmou que ocorreram esforços para Londres fazer um empréstimo mínimo de 30 bilhões de euros ao Fundo, mas após o veto do primeiro-ministro David Cameron a mudanças no tratado da UE, no encontro de 9 de dezembro, isso parece improvável.

Mesmo a Alemanha, que deve contribuir com até 45 bilhões de euros, mostra desconforto. O Bundesbank afirmou nesta segunda-feira que não há urgência para se fazer a contribuição.

"Também há muito nervosismo em relação a isso em outros países, como a República Checa. O Banco Central em Praga reluta em comprometer 10% de suas reservas internacionais para o FMI", afirmou a fonte da zona do euro. A contribuição estimada dos checos é de em torno de 3,5 bilhões de euros.

As informações são da Dow Jones.

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