Jefferson Bernardes | ESTADAO CONTEUDO
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Empréstimos tiveram de ser renovados

A servidora estadual aposentada Janine Bandeira Ferreira, de 58 anos, imaginava que o parcelamento dos salários seria um problema passageiro. Com a continuidade do mecanismo em 2016, ela sofre para fechar as contas do mês e já precisou, inclusive, renovar um empréstimo no banco.

O Estado de S.Paulo

15 de abril de 2016 | 05h00

Em 2015, quando começaram os parcelamentos, Janine, que é viúva, contou com a ajuda da filha Karoline, de 30 anos, para pagar as contas da casa onde as duas vivem em Porto Alegre. Elas não acreditavam que os problemas financeiros fossem piorar em 2016. Tanto que Karoline, que é técnica em enfermagem, largou um dos dois empregos que tinha, em fevereiro, para fazer um curso. O objetivo era melhorar profissionalmente. Com isso, no entanto, ela deixou de contribuir financeiramente com a mãe.

“Este mês, que deu parcelamento de novo, foi um horror para nós. Isso dá um baque financeiro que termina com a saúde da gente. Precisei renovar o empréstimo para não atrasar o pagamento de nada, isso não estava nos meu planos”, contou Janine, que antes de se aposentar trabalhava na Secretaria de Administração do Estado.

“Trabalhamos a vida toda para chegar à aposentadoria com tranquilidade. Agora eu queria curtir a vida e me acontece isso”, afirmou Janine, ressaltando que a situação fica ainda pior quando o governo não divulga o calendário de pagamento das parcelas. “Se eles não dizem quando vão pagar, ficamos de mãos atadas”, reclamou. / G.L.

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