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Encomendas à indústria nos EUA superam previsão

As encomendas às indústrias norte-americanas cresceram, em julho, pelo terceiro mês consecutivo e com um vigor maior do que o projetado, de acordo com dado divulgado hoje. O Departamento do Comércio registrou aumento de 1,6% das encomendas, para um total de US$ 329,39 bilhões, em julho, um desempenho que superou por margem ampla a previsão dos analistas de que houvesse crescimento de 0,8%. Além do dado favorável de julho, o desempenho de junho foi revisado em alta, indicando que houve expansão de 1,9%, acima da estimativa de crescimento de 1,7%. As encomendas de bens duráveis, divulgadas preliminarmente em 26 de agosto, não sofreram revisões e seguiram indicando crescimento de 1%. O levantamento mostrou ainda que as encomendas de bens não-duráveis -itens com duração de três ou mais anos - cresceram 2,4%, após um aumento revisado de 1,1% em junho. A demanda por bens de consumo aumentou 3,7% em julho. Produtividade no segundo trimestre Os norte-americanos que escaparam das demissões aumentaram o seu ritmo de produção com mais vigor do que o inicialmente previsto no segundo trimestre do ano. É o que indica o dado sobre produtividade nas empresas dos Estados Unidos que não só foi revisado para cima, como superou o prognóstico dos analistas. A taxa de crescimento da produtividade foi revisada de 5,7% para 6,8% no segundo trimestre. O consenso entre 18 economistas consultados em pesquisa realizada pela Dow Jones Newswires e CNBC era que o dado fosse revisado para 6,3%. O dado ilustra como as empresas norte-americanas estão conseguindo atender a demanda sem ampliar o quadro de funcionários. Com um número menor de empregados produzindo mais, o custo da mão-de-obra para as empresas norte-americanas foi revisado para uma queda de 2,8% no segundo trimestre, de um declínio estimado anteriormente de 2,1%. Pedidos de auxílio-desemprego O número de norte-americanos que deram entrada a pedidos iniciais de auxílio-desemprego subiu na semana passada, mas o Departamento do Trabalho, responsável pela divulgação do dado, ressaltou que o resultado desse levantamento pode sofrer uma revisão mais ampla do que a tradicional, por causa do feriado do Dia do Trabalho, celebrado na segunda-feira, dia 1 de setembro. O departamento registrou um aumento de 15 mil no número de solicitações do benefício na semana encerrada em 30 de agosto, para 413 mil, o que correspondeu ao maior nível desde a semana encerrada em 12 de julho. Mas o dado pode sofrer um ajuste forte, uma vez que os estados podem ter registrado dificuldades para compilarem seus dados na semana passada. O aumento do número de pedidos contrariou a previsão consensual dos analistas de que houvesse recuo de 4 mil. O número de pedidos contínuos do auxílio aumentou em 23 mil, para um total de 3.663.000 na semana encerrada de 23 de agosto - último dado disponível. A média da quadrissemana, que ameniza as flutuações sazonais, subiu para 401.500. O total superou a média de 397.250 registrada na quadrissemana até 23 de agosto e ficou acima de 400 mil, considerado um divisor de águas e que indica um ambiente deteriorado do mercado de trabalho. Como faz tradicionalmente, o departamento revisou sua estimativa de pedidos iniciais feitos na semana até 23 de agosto. O movimento de pedidos iniciais foi elevado em 4 mil, para 398 mil. As informações são da Dow Jones.

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